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Desfile no Ibirapuera celebra 92 anos da Revolução Constitucionalista

A Revolução Constitucionalista é feriado em todo estado de São Paulo e marca data de levante armado contra o governo de Getúlio Vargas.  |  Foto: Divulgação/Governo de SP

Publicado em 09/07/2026, às 19h35   Foto: Divulgação/Governo de SP   Gabriela Pessanha

O desfile de celebração da Revolução Constitucionalista foi realizado na manhã desta quinta-feira (9), no Ibirapuera. 

A solenidade foi realizada no obelisco do parque e contou com a presença do prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), e o governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

O atual governador participou da celebração mesmo durante o período eleitoral, que não proíbe sua presença, mas o veda de outras ações em eventos públicos.

O evento começou às 8h no Pavilhão Nacional da Escola Superior (ESSd) com o hasteamento da bandeira. Em seguida, foi realizado um sepultamento simbólico e entregas de medalhas aos homenageados. 

Um desfile cívico-militar encerrou a celebração.

O próprio Obelisco Mausoléu ao Soldado Constitucionalista, no parque do Ibirapuera, homenageia os homens e as mulheres que participaram do movimento em defesa da convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte e da elaboração de uma nova Constituição na época do governo de Getúlio Vargas.

Prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) compareceram à solenidade - Foto: Divulgação/Governo de SP

O que foi a Revolução Constitucionalista?

A Revolução Constitucionalista começou em 9 de julho de 1932 e buscava promover um levante armado contra o governo de Vargas. 

A insatisfação paulista só aumentou com o fim abrupto da política "Café com leite". 

O estopim foi a morte de quatro estudantes durante um protesto violento: Martins, Miragaia, Drausio e Camargo. O episódio ficou conhecido como MMDC.

As tropas de São Paulo trabalharam sozinhas por três meses, contando apenas com apoio dos cidadãos e da indústria local, até se renderem após centenas de apoiadores serem mortos. 

O feriado de 9 de julho tem validade estadual e é aceito por todos os municípios de São Paulo. Em 2026, a sexta-feira (10) será considerada ponto facultativo e caberá a cada estabelecimento decidir se concederá ou não a folga aos funcionários.

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