Política

9 de julho: conheça a história por trás do feriado no estado de São Paulo

Foto: Reprodução/Arquivo Público do Estado de São Paulo
Feriado celebra a Revolução Constitucionalista de 1932, quando tropas paulistas se revoltaram contra Getúlio Vargas, presidente do país na época  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/Arquivo Público do Estado de São Paulo
Amanda Ambrozio

por Amanda Ambrozio

Publicado em 07/07/2026, às 11h58



O dia 9 de julho celebra a Revolução Constitucionalista de 1932, sendo a data magna do estado de São Paulo e feriado estadual oficial desde 1997.

Por se tratar de uma comemoração paulista, os demais estados do Brasil operam em dia útil normal.

Em decorrência do feriado, a sexta-feira subsequente, dia 10 de julho, foi declarada como ponto facultativo por diversas prefeituras paulistas, incluindo a capital, o que resultará na suspensão do expediente regular dos servidores municipais, com exceção dos serviços essenciais que atuarão em regime de plantão.

Segundo o g1, a instituição da data como feriado civil ocorreu por meio da Lei Estadual nº 9.497, sancionada pelo então governador Mário Covas.

A criação dessa legislação estadual foi respaldada por uma norma federal anterior, assinada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que concedeu autonomia para que cada estado brasileiro escolhesse e oficializasse sua respectiva data histórica mais marcante.

Por mais que o feriado seja fixo e dispense decretos anuais, o calendário paulista já registrou uma alteração excepcional em maio de 2020, quando a data foi antecipada para fins de isolamento social durante a crise sanitária da Covid-19.

Foto: Rodrigo Romeo/Alesp
Foto: Rodrigo Romeo/Alesp

Contexto histórico da Revolução de 1932

O movimento que deu origem ao feriado foi um levante armado liderado pelas forças paulistas contra o governo de Getúlio Vargas.

A insatisfação de São Paulo cresceu após o golpe de Estado que rompeu com a chamada política "Café com Leite", dinâmica em que as elites oligárquicas paulistas e mineiras se alternavam na presidência da República.

A nomeação de interventores militares contrários aos interesses locais intensificou o descontentamento popular e político na região.

O estopim para o conflito armado ocorreu após um protesto violento no centro da capital, que resultou na morte dos estudantes Martins, Miragaia, Drausio e Camargo.

O triste episódio gerou o acrônimo MMDC, uma sociedade secreta que atuou ativamente no alistamento de voluntários e na organização civil e militar do estado.

Apesar do apoio da população e da indústria local na fabricação de armamentos, as tropas paulistas acabaram isoladas sem o apoio de outros estados e se renderam após quase três meses de combates, deixando centenas de mortos.

Próximos anos e calendário

O feriado estadual de 9 de julho cairá em uma sexta-feira em 2027, permitindo uma nova emenda de final de semana para os trabalhadores locais.

Já nos anos seguintes, a celebração ocorrerá em um domingo, em 2028, e em uma segunda-feira, em 2029.

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