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Do Mercadão à 25 de Março: veja como funcionará sistema de bondes em SP

Novo projeto da Prefeitura deve investir em bondes sem trilhos; a linha deverá ter 12 km de extensão e passará por diversos pontos do Centro de SP  |  Foto: CRRC/Reprodução

Publicado em 11/08/2026, às 23h00   Foto: CRRC/Reprodução   Amanda Ambrozio

O tradicional bonde, que durante décadas fez parte da paisagem de São Paulo, pode voltar a circular pela capital mas em um formato bem diferente dos veículos que aparecem em fotos antigas da cidade.

A Prefeitura de São Paulo aposta agora no Veículo Leve Elétrico (VLE), uma espécie de “bonde sem trilhos” que utiliza uma tecnologia de condução por uma chamada “linha férrea virtual”.

A proposta é levar o novo modal ao Centro Histórico, conectando regiões de grande circulação, como o Mercado Municipal e a Rua 25 de Março, além de outros pontos de interesse da região central.

Projeto substitui VLT por veículo sobre pneus

A ideia de recuperar o conceito dos bondes faz parte das discussões sobre a revitalização do Centro de São Paulo e está associada à busca por alternativas de mobilidade sustentável.

Inicialmente, o projeto recebeu o nome de Bonde São Paulo e previa a implantação de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), modelo tradicional que utiliza trilhos instalados nas ruas.

Em abril de 2026, porém, a Prefeitura anunciou a mudança do projeto.

Em vez do VLT, a cidade deverá receber um VLE, tecnologia que já está em fase de testes em Curitiba, no sul do país.

O veículo funciona sobre pneus e é guiado por uma espécie de “trilho virtual”. Sensores magnéticos instalados sob o asfalto delimitam o trajeto que deve ser seguido pelo veículo, eliminando a necessidade da instalação de trilhos convencionais.

Segundo o portal São Paulo Secreto, a alteração pode representar uma economia de R$ 2 bilhões, já que o VLE exige menos obras pesadas e reduz a necessidade de grandes intervenções no solo.

VLE terá duas linhas no Centro

O projeto prevê inicialmente duas linhas, com aproximadamente 12 quilômetros de extensão. Os trajetos devem conectar bairros como Brás e Bom Retiro ao Centro Histórico, passando por áreas de comércio, cultura e turismo.

A expectativa é que o novo sistema atenda tanto moradores quanto pessoas que circulam diariamente pela região central, especialmente em áreas que concentram grande movimentação de pedestres e atividades comerciais.

Além de conectar diferentes pontos do Centro, o VLE também deverá facilitar a integração com outros meios de transporte da capital.

Foto: Divulgação/Governo do Paraná

Novo modal será integrado ao transporte público

A previsão é que o “bonde sem trilhos” tenha conexão com cinco terminais de ônibus, nove estações de metrô e duas estações de trem.

A integração poderá permitir que passageiros façam deslocamentos entre diferentes regiões do Centro utilizando o novo modal como complemento ao sistema de transporte já existente.

A expectativa da Prefeitura é que a implantação também contribua para distribuir melhor o fluxo de passageiros entre os diferentes meios de transporte, especialmente em uma região que concentra algumas das principais estações de metrô, trem e terminais de ônibus da cidade.

O projeto deverá ser executado por meio de uma parceria público-privada (PPP). A licitação para definir a empresa responsável pela implantação e operação do sistema está prevista para ocorrer ainda em 2026.

Caso o cronograma previsto pela Prefeitura seja mantido, as obras e demais etapas de implantação do projeto deverão avançar nos próximos anos.

A estimativa é que o VLE comece a operar em São Paulo até o início de 2030.

Classificação Indicativa: Livre


TagsSão PaulotransportemobilidadePrefeitura de SPBonde

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