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Publicado em 06/07/2026, às 12h01 Foto: Unsplash Amanda Ambrozio
Em um movimento classificado como parte de um "reset cultural", a CEO da divisão de games da Microsoft, Asha Sharma, anunciou nesta segunda-feira (6) a demissão de 3.200 funcionários até o encerramento do ano fiscal de 2027.
O processo de reestruturação teve início imediato, com o desligamento de cerca de 1.600 colaboradores já no primeiro dia do anúncio, de acordo com o Omelete.
De acordo com o comunicado oficial emitido pela executiva no X (antigo Twitter), a divisão Xbox enfrenta desafios estruturais severos, operando com margens de lucro significativamente inferiores às de concorrentes diretos no setor de publicações e plataformas de jogos.
Sharma apontou que a atual geração de consoles começou com uma base instalada menor de aparelhos e custos operacionais elevados, e que as apostas no Game Pass e na estratégia multiplataforma não cresceram no ritmo projetado.
"Agora, a indústria enfrenta a crise de hardware mais grave de sua história. Precisamos redefinir o Xbox", concluiu a CEO.
Os cortes no quadro de funcionários atingirão diferentes subsidiárias do conglomerado de mídia da empresa.
A escala das reduções deve variar entre divisões importantes, englobando a Activision, a Blizzard, a Bethesda/ZeniMax, a King, a Mojang e a Xbox Game Studios.
Apesar do volume de demissões, a liderança da marca assegurou que nenhum dos jogos ou projetos de estúdios internos (first-party) que já foram anunciados publicamente será cancelado em decorrência dos cortes.
O objetivo, segundo a nota, é redirecionar investimentos e priorizar os projetos de maior relevância estratégica para tentar reverter a retração do mercado de hardware.
Asha Sharma também destacou que o crescimento acelerado do quadro de funcionários nos últimos anos acabou gerando uma fragmentação interna na organização da marca.
A independência excessiva entre estúdios, equipes e áreas funcionais estaria dificultando o alinhamento em prol de objetivos comuns e atrasando a tomada de decisões corporativas.
Esta nova onda de desligamentos está ligada à outras medidas severas tomadas pela Microsoft nos últimos anos.
Após a finalização da compra da Activision Blizzard, a gigante da tecnologia já havia demitido 1.200 funcionários sob a justificativa de eliminar funções redundantes na divisão de jogos.
Os rumores sobre os cortes em massa já circulavam nos bastidores da indústria de games desde o final do primeiro semestre, quando analistas de mercado apontavam para uma iminente redução drástica de custos na plataforma.
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