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Morre Dolly Parton, ícone da música Country e da Cultura Pop, aos 80 anos

Artista acumulou 10 prêmios Grammy, compôs mais de 3 mil músicas e marcou a cultura pop mundial  |  Reprodução/ Redes Sociais

Publicado em 25/08/2026, às 16h07   Reprodução/ Redes Sociais   Marina do Val

A indústria da música perde um de seus nomes mais importantes, Dolly Parton, lenda da música country, cantora, compositora, atriz e empresária, morreu nesta terça-feira (25) aos 80 anos. A informação foi confirmada por sua família através de um anúncio em vídeo publicado nas redes sociais.

A mensagem foi gravada por Bryan Seaver, sobrinho e chefe da segurança da artista, revelando que o anúncio havia sido pedido pela própria cantora anos antes. 

Em suas palavras, Dolly viveu na luz e está ao lado de seu marido, Carl Thomas Dean, de seus pais e de outros entes queridos. 

A cantora vinha enfrentando problemas de saúde desde a perda do marido, falecido em março de 2025. Em maio de 2026, ela precisou cancelar uma residência de shows e chegou a declarar em entrevista recente que acabou não prestando atenção à própria saúde enquanto cuidava do companheiro.

Reprodução/ Instagram
Reprodução/ Instagram

Das Origens Humildes ao Império no Entretenimento

Nascida em 1946 no condado de Sevier, no estado do Tennessee, Dolly era a quarta de 12 filhos de um agricultor sem terras. 

Ela cresceu em uma cabana de apenas um cômodo às margens do rio Little Pigeon, em uma casa sem água encanada nem eletricidade. O contexto humilde era tamanho que o médico responsável pelo seu parto foi pago com um saco de farinha de milho.

Foi no ambiente familiar, aprendendo hinos e canções folclóricas com a mãe, que a garota aprendeu a tocar instrumentos como violão e banjo. Ela começou a se apresentar no rádio ainda durante a infância e lançou o primeiro compacto em 1959.

Trajetória de Sucesso

O grande avanço da sua carreira aconteceu em 1967, quando foi contratada para o programa de televisão do cantor Porter Wagoner. A parceria rendeu diversos sucessos em dueto, mas a popularidade solo de Dolly acabou superando a de seu parceiro. 

Ao decidir deixar a atração para se dedicar à carreira solo em 1974, compôs a clássica "I Will Always Love You" como uma homenagem de despedida. A canção chegou ao topo da parada country duas vezes e tornou-se um fenômeno pop mundial em 1992 na voz de Whitney Houston.

Anos mais tarde, em 1980, Dolly estreou no cinema ao lado de Jane Fonda e Lily Tomlin no filme "9 to 5", cuja canção-tema se tornou um dos maiores hits de sua vida. 

Em 1983, lançou outra colaboração histórica, "Islands in the Stream", em dueto com Kenny Rogers. Paralelamente aos palcos e telas, fundou o parque temático Dollywood, no Tennessee, e criou em 1995 a fundação Imagination Library, projeto filantrópico responsável por distribuir mais de 200 milhões de livros para crianças.

Legado Incalculável na Música e Filantropia

Com mais de seis décadas de carreira e cerca de 3 mil composições gravadas por nomes que vão de Tina Turner aos White Stripes, Dolly Parton destacou-se por abordar temas cotidianos com um olhar empático e socialmente crítico.

Suas letras trataram desde a infância humilde em "Coat of Many Colors" e a gravidez na adolescência em "Down From Dover" até o machismo no mercado de trabalho em "9 to 5".

Consolidada como um ícone universal da cultura pop, transitou pelo country, pop, bluegrass e pela era disco. Conquistou 10 prêmios Grammy e foi eleita tanto para o Hall da Fama da Música Country quanto para o Hall da Fama do Rock & Roll. 

Nas últimas décadas, continuou a encantar novas gerações colaborando com artistas como Beyoncé, Sabrina Carpenter e Miley Cyrus, de quem era madrinha.

Dolly deixa uma marca permanente na história da arte, lembrada por sua generosidade e talento inigualável.

Classificação Indicativa: Livre


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