Política

Anvisa determina apreensão de lotes falsificados do bioestimulador Sculptra

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Embalagens brancas denunciam falsificação e Anvisa proíbe venda de bioestimulador irregular no país  |   BNews SP - Divulgação Reprodução/IStock
Marina do Val

por Marina do Val

Publicado em 25/08/2026, às 18h30



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e a proibição de venda, distribuição, fabricação, divulgação e uso de lotes falsificados do Sculptra, um dos bioestimuladores de colágeno mais utilizados em procedimentos estéticos no país. A medida foi formalizada por meio da Resolução 3.335/2026, publicada no Diário Oficial da União.

Segundo a apuração do UOL, a intervenção regulatória ocorreu após um alerta da própria fabricante e detentora do registro do produto no Brasil, a Galderma Brasil Ltda. A empresa identificou a circulação no mercado de unidades clandestinas que apresentavam divergências visuais e estruturais relevantes em relação ao produto autêntico.

Caixa branca é o principal sinal de alerta

Entre as principais discrepâncias apontadas pela fabricante, o destaque está na cor da embalagem externa do produto. 

Enquanto a unidade original do Sculptra é comercializada exclusivamente em uma caixa na cor magenta, as unidades falsificadas identificadas no mercado estão sendo distribuídas em embalagens na cor branca, o que ajuda na rápida identificação da irregularidade por profissionais e consumidores.

O que são bioestimuladores e os riscos do uso de produtos piratas

Os bioestimuladores são substâncias injetáveis aplicadas na pele com o objetivo de estimular a produção natural de colágeno pelo organismo, promovendo a firmeza dos tecidos e melhorando o contorno facial e corporal de forma gradual.

Por se tratar de um insumo aplicado diretamente nos tecidos corporais do paciente, a utilização de versões falsificadas representa graves riscos à saúde

A aplicação de substâncias não regulamentadas ou não estéreis pode acarretar reações inflamatórias severas, infecções graves, formação de granulomas, necrose tecidual e ausência completa dos resultados estéticos esperados.

Orientações para profissionais de saúde e pacientes

A orientação das autoridades sanitárias é que médicos e profissionais habilitados verifiquem com rigor a procedência de todo insumo utilizado em suas clínicas, adquirindo os produtos diretamente com a fabricante ou por meio de distribuidores autorizados. 

Da mesma forma, os pacientes têm o direito e a recomendação de solicitar a checagem do produto e de sua embalagem original antes de realizarem qualquer procedimento estético.

Denúncias sobre a presença de lotes suspeitos podem ser feitas diretamente nos canais de atendimento da Anvisa ou do fabricante.

Classificação Indicativa: Livre

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