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Publicado em 16/03/2026, às 08h23 Foto: Reprodução/Unsplash Fernanda Montanha
Uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Pequim voltou a chamar atenção nas redes sociais ao investigar o comportamento do núcleo interno do planeta Terra.
O estudo ganhou repercussão após ser divulgado pela CNN Brasil em 2023.
De acordo com os pesquisadores, os dados indicam que o núcleo interno da Terra pode ter reduzido drasticamente sua rotação na última década. A análise também levanta a possibilidade de que esse movimento tenha passado por uma inversão de direção.
O trabalho foi conduzido pelos cientistas Yi Yang e Xiaodong Song. Para chegar às conclusões, eles analisaram registros de ondas sísmicas geradas por terremotos que atravessaram o núcleo interno ao longo de várias décadas.
Essas ondas permitiram comparar trajetórias semelhantes desde a década de 1960. A variação no comportamento desses sinais sísmicos foi usada para estimar mudanças na velocidade de rotação do núcleo interno.
A estrutura do planeta é formada por diferentes camadas. Entre elas estão a crosta, o manto e os núcleos externo e interno.
O núcleo interno fica a cerca de 5.100 quilômetros abaixo da superfície terrestre. Ele é separado do manto por um núcleo externo líquido, o que permite que essa região gire em velocidade diferente da rotação da Terra.
Com raio próximo de 3.500 quilômetros, o núcleo tem dimensões comparáveis às do planeta Mars. Sua composição é formada principalmente por ferro e níquel.
Os autores afirmam que as medições sísmicas passaram a apresentar menos variações a partir de 2009. Essa mudança nos registros sugere que o núcleo interno pode ter desacelerado ou entrado em uma fase de transição.
Mesmo assim, especialistas ressaltam que o fenômeno ainda é alvo de debate. O geofísico Hrvoje Tkalčić, da Australian National University, afirma que o núcleo provavelmente não parou completamente.
Segundo ele, os dados indicam apenas que o movimento dessa região pode ter se tornado mais sincronizado com o restante do planeta. Pesquisadores destacam que novas análises e métodos serão necessários para confirmar as conclusões do estudo.
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