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Publicado em 17/11/2025, às 12h05 Reprodução/TV Record Ana Caroline Alves
Em entrevista ao Domingo Espetacular, exibido pela Record, Sandrão falou pela primeira vez de forma mais profunda sobre o caso que a levou à prisão e enviou um recado direto à família do adolescente assassinado.
De acordo com o Metrópoles, segundo Sandrão, embora tenha participado do sequestro de Tallisson, de 14 anos, ela nega ter ordenado ou executado o assassinato do jovem.
“Eu não matei ele. Eu fiz a ligação pedindo dinheiro, eu estava envolvida em um crime, mas não dei ordem para matar. A dor é imensa. Uma mãe perdeu um filho”, declarou.
Questionada sobre o que diria à família do garoto, ela afirmou: “Não sei se eles querem ouvir algo de mim, mas só posso pedir desculpa por ter feito parte de algo que gerou tanta dor.”
O crime ocorreu em outubro de 2003, em Mogi das Cruzes (SP). Na época, Sandrão vivia uma situação financeira difícil e, junto com seu namorado, Valdir Ferreira Martins, decidiu sequestrar um adolescente na esperança de conseguir dinheiro para viajar a Fernando de Noronha e comprar um carro.
O alvo escolhido foi o filho da vizinha e amiga de Sandra, Ana Maria, por ser de uma família com melhores condições e possuir dois carros na garagem.
O menino foi sequestrado no dia 21 de outubro por um cúmplice do casal, conhecido como Formiga, e levado para um imóvel desocupado da família de Valdir, onde permaneceu trancado em uma suíte transformada em cativeiro improvisado.
Durante as negociações, Sandra passava horas no local e, em seguida, retornava à casa da família da vítima para confortar a própria amiga, fingindo não ter ligação com o crime.
Após três dias de tentativas de extorsão, a família conseguiu reunir R$ 4.500, o valor foi deixado em um ponto combinado, mas ao retornar ao cativeiro, os criminosos perceberam que o jovem havia reconhecido Sandra e Valdir, o que motivou o assassinato.
Ele foi levado até a área conhecida como Prainha, onde acabou morto com um tiro disparado por Formiga, que era menor de idade na época. A investigação avançou após a quebra de sigilo telefônico, que levou à confissão do adolescente.
Formiga recebeu medidas socioeducativas. Já Sandra foi condenada inicialmente a 27 anos de prisão, pena depois reduzida para 24 anos, enquanto Valdir recebeu sentença de 30 anos.
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