Esportes
Publicado em 08/06/2026, às 21h00 Foto: Reprodução/Facebook Andrezza Souza
O segundo vice-presidente do Corinthians, Armando Mendonça, anunciou nesta segunda-feira (8) um pedido de licença do cargo por 30 dias após ser denunciado pelo Ministério Público de São Paulo por suposto envolvimento no desaparecimento de materiais esportivos fornecidos pela Nike ao clube.
O afastamento ocorre dias após sócios e conselheiros protocolarem um pedido de suspensão cautelar do dirigente. Apesar da licença, Armando Mendonça poderá retornar às funções antes do prazo previsto.
Segundo a denúncia do Ministério Público, o dirigente responde por apropriação indébita agravada continuada, tentativa de apropriação indébita agravada continuada, furto qualificado pelo abuso de confiança e coação no curso do processo.
A acusação sustenta que ele teria se apropriado de 131 itens esportivos pertencentes ao Corinthians, além de tentar obter 19 camisas especiais com patch da NFL e permanecer com oito unidades da edição comemorativa. O órgão também aponta supostas ameaças a testemunhas durante a investigação.
O caso, no entanto, possui interpretações divergentes entre os órgãos responsáveis pela apuração. O inquérito conduzido pela Polícia Civil concluiu que não houve crime, mas o Ministério Público decidiu apresentar denúncia à Justiça.
Em comunicado divulgado à imprensa, Armando Mendonça negou qualquer irregularidade e afirmou que jamais desviou materiais do Corinthians. Segundo ele, a acusação não reflete os fatos e parte dos itens citados sequer deixou as dependências do clube.
"Nunca desviei qualquer material do Sport Club Corinthians Paulista."
O dirigente também afirmou que existem equívocos na contagem dos produtos mencionados na denúncia e criticou a falta de um posicionamento mais contundente da diretoria para esclarecer o caso à torcida e aos associados.
"Faltou firmeza da instituição, por meio de seu presidente, em esclarecer esse ponto para a torcida, sócios e conselheiros."
Ainda na manifestação, Armando Mendonça disse que sua reputação foi exposta antes mesmo de conseguir exercer plenamente seu direito de defesa e reforçou que pretende comprovar sua inocência durante o andamento do processo.
Ao justificar o afastamento, o vice-presidente afirmou que a decisão foi tomada para preservar o Corinthians durante a tramitação do caso, negando que o pedido represente qualquer reconhecimento de culpa.
"Não por reconhecer qualquer culpa. Porque não há culpa a reconhecer. Mas porque acredito que, em determinados momentos, servir ao Corinthians significa colocar o clube acima de si mesmo."
Segundo o dirigente, a licença demonstra respeito à instituição e aos torcedores, enquanto a investigação segue seu curso.
*Com informações do Menu ge.
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