Esportes
por Andrezza Souza
Publicado em 04/06/2026, às 12h50
O Ministério Público de São Paulo apresentou denúncia contra Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians, por supostas irregularidades relacionadas ao desaparecimento de materiais esportivos pertencentes ao clube. O caso ficou conhecido nos bastidores como "caso Nike".
A denúncia, assinada pelo promotor Cássio Roberto Conserino, acusa o dirigente pelos crimes de apropriação indébita agravada e furto qualificado. O documento tem como base uma auditoria interna realizada pelo Corinthians, que apontou o desaparecimento de 131 itens fornecidos pela patrocinadora esportiva do clube.
Segundo a apuração interna, entre os materiais que teriam desaparecido estão 100 camisas, nove blusas, nove calças, seis pares de tênis, quatro shorts, duas malas e uma mochila.
De acordo com a denúncia, as retiradas dos produtos estariam vinculadas diretamente a Armando Mendonça, que teria solicitado a liberação dos materiais para uso próprio ou de terceiros.
O documento também cita a retirada de oito camisas de franquias da NFL, além de outros pedidos semelhantes que teriam sido cancelados após o início das verificações internas.
A Promotoria afirma que notas fiscais relacionadas aos materiais não foram lançadas no sistema de gestão do Corinthians.
Conforme os valores apontados na investigação, foram identificados R$ 5,14 milhões em 2024 e outros R$ 1,07 milhão entre maio e setembro de 2025. O montante totaliza um prejuízo estimado de R$ 6,21 milhões.
Além das acusações relacionadas ao patrimônio do clube, a denúncia também menciona suposta coação no curso do processo, envolvendo possíveis ameaças a testemunhas e pessoas que participaram das apurações internas.
Diante disso, o Ministério Público solicitou o afastamento cautelar de Armando Mendonça de suas funções, além de medidas para evitar eventual interferência no andamento do processo.
A denúncia também aponta possíveis falhas administrativas e de governança dentro do Corinthians e pede indenizações por danos materiais e morais relacionados aos prejuízos apontados.
A investigação conduzida pela Polícia Civil havia sido arquivada no fim de maio. Mesmo assim, o Ministério Público decidiu prosseguir com a denúncia com base nos elementos reunidos durante a auditoria interna e nas demais provas analisadas.
Armando Mendonça já negou anteriormente as acusações. Até o momento, não houve nova manifestação do dirigente sobre a denúncia apresentada pelo Ministério Público.
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