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Copa do Mundo de 2026 gera alerta por falhas de segurança nos EUA; entenda

Atraso na liberação de recursos e ameaças apontadas em relatórios geram preocupação em relação à segurança da Copa do Mundo de 2026  |  Foto: Divulgação/Fifa

Publicado em 24/03/2026, às 12h17   Foto: Divulgação/Fifa   Marcela Guimarães

A preparação para a Copa do Mundo de 2026 tem sido marcada por preocupações com segurança, principalmente nos Estados Unidos.

Autoridades e organizadores criticaram o atraso na liberação de US$ 625 milhões (cerca de R$ 3,2 bilhões) em recursos federais, verba que só foi disponibilizada após pressão.

Segundo especialistas apontados pela CNN Brasil, o valor está abaixo do necessário para garantir o sistema desejado.

É necessário um investimento muito grande que passa por monitoramento aéreo, drones, satélites, monitoramento físico e sistema de biometria. É um sistema gigantesco que começa nos aeroportos até os locais de evento. Mais de 600 milhões não farão o papel que deveriam fazer nesses eventos. A gente estima um aporte de US$ 2 bilhões para ter um sistema de segurança eficiente”, afirmou o especialista José Bandeira.

No total, 11 cidades estadunidenses vão receber partidas entre junho e julho para o torneio que acontece a cada quatro anos.

Relatórios indicam riscos elevados

Documentos apontam risco de ataques extremistas, ameaças à infraestrutura de transporte e possíveis problemas civis ligados ao atual cenário político dos norte-americanos.

Os relatórios foram produzidos por autoridades federais e estaduais, além da Fifa, e destacam que o atraso nos recursos dificultou o avanço do planejamento.

Mike Sena, presidente da National Fusion Center Association, alertou que o tempo é um fator crítico. “Será extremamente apertado”, disse à Reuters, destacando que a distribuição dos recursos e a compra de equipamentos podem levar meses.

Copa do Mundo de 2026 (Foto: Divulgação/Fifa)

Terrorismo e ameaças digitais

Além de ataques físicos, especialistas também apontam risco de ciberterrorismo durante a Copa do Mundo. Segundo Bandeira, ações digitais podem comprometer sistemas essenciais, como transporte aéreo, monitoramento e GPS.

Outro desafio é a atuação de “lobos solitários”, indivíduos que agem sem ligação direta com organizações terroristas, o que dificulta a prevenção por parte dos serviços de inteligência.

Apesar disso, os Estados Unidos são considerados preparados para lidar com esse tipo de ameaça, principalmente após o reforço em políticas de segurança adotado depois dos atentados de 11 de setembro.

México preocupa autoridades

Entre os países-sede, o México é visto como ponto mais sensível em termos de segurança. Especialistas apontam que falhas estruturais e a atuação de cartéis podem aumentar os riscos durante a Copa do Mundo.

Há também o temor de que grupos terroristas optem por atuar em território mexicano por ser mais fácil ultrapassar barreiras de segurança. Além disso, o país poderia servir como rota de entrada para ataques nos Estados Unidos.

Irã pode ficar fora

A participação do Irã no torneio ainda é incerta. A federação pediu que seus jogos fossem transferidos para o México, mas a Fifa ainda não sinalizou mudanças no calendário.

Segundo especialistas, há preocupações com a segurança da delegação e dos torcedores iranianos em solo norte-americano.

“Não existe a menor condição de segurança e tranquilidade para que a Seleção do Irã possa participar da Copa do Mundo em território americano”, afirmou Bandeira.

Pressão política e impacto no evento

O atraso na liberação dos recursos também gerou disputa política nos Estados Unidos. Enquanto democratas responsabilizam a gestão de segurança interna, aliados do governo colocam a culpa nas divergências sobre políticas migratórias.

Esse cenário já impacta o ambiente da Copa do Mundo. Dados do Departamento de Comércio indicam queda no número de visitantes internacionais, enquanto analistas da Fifa alertam que tensões políticas podem favorecer ações de indivíduos ou grupos extremistas.

Desafio inédito de operação

Com 104 jogos previstos, a Copa do Mundo de 2026 será a maior da história. “Eles precisam de cada dólar disponível — e precisam disso agora”, afirmou a deputada Nellie Pou, ao destacar a pressão sobre forças de segurança locais.

Classificação Indicativa: Livre


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