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"Fim do futebol brasileiro": clubes lançam nota contra veto as bets

Manifesto reúne clubes brasileiros contra possíveis restrições às bets e aponta riscos para as receitas do futebol brasileiro  |  Algum dos clubes que encabeçaram a nota - Foto: Divulgação/Instagram FPF Oficial

Publicado em 18/09/2026, às 07h07 - Atualizado às 11h10   Algum dos clubes que encabeçaram a nota - Foto: Divulgação/Instagram FPF Oficial   Vinicius Brito

Na noite da última quinta-feira (17), federações e clubes de diferentes estados brasileiros se mobilizaram contra o veto as bets. O movimento foi liderado pela Federação Paulista de Futebol (FPF), que publicou uma nota com apoio das entidades do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.


Clubes argumentam que empresas com licenças para trabalhar no país se tornaram uma grande fonte de receita para o futebol brasileiro. Também é defendido que esse dinheiro impulsionou o domínio do futebol brasileiro no cenário Sul-Americano, em competições como Libertadores e Sul-Americana.


O que o Governo estuda?

O Governo avalia uma Medida Provisória para restringir às apostas online. O texto da Medida Provisória já está pronto e aprovado, com previsão de publicação até a próxima terça-feira. No entanto, uma ala do Governo tenta convencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a adotar uma medida mais restrita, proibindo apenas alguns jogos on-line específicos, como o Tigrinho, baseando-se na justificativa que apostas têm impactos massivos na renda de famílias, especialmente às mais vulneráveis.

O texto em análise prevê a revogação do inciso II do artigo 3º da Lei nº 14.790/2023, responsável pela regulamentação das apostas de quota fixa no Brasil. O dispositivo inclui os jogos on-line nesta modalidade. Dessa forma, a medida não representaria a proibição das apostas esportivas.


Impacto nos clubes

Os clubes citam que todas às suas principais receitas são diretas ou indiretamente ligadas pelo dinheiro das apostas. A única exceção é a venda de jogadores. Hoje, 13 clubes do Campeonato Brasileiro têm patrocínio master com diversas casas de apostas, com valores estimados em R$ 1 bilhão.

Além disso, a nota toca na tecla de que clubes menores do futebol brasileiro e funcionários seriam atingidos por essa medida. “Para muitas dessas agremiações, especialmente aquelas localizadas no interior do país, não existe hoje outro segmento capaz de substituir imediatamente esse investimento”.

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