Esportes
por Marcela Guimarães
Publicado em 16/09/2026, às 15h31
O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou estar preocupado com a situação financeira do Corinthians e revelou ter conversado com representantes da Caixa Econômica Federal sobre a dívida relacionada à Neo Química Arena.
A declaração foi feita nesta quarta-feira (16), durante entrevista ao podcast Desce a Letra.
Segundo o petista, o clube teria contratado um empréstimo de R$ 400 milhões para a construção do estádio e, apesar de já ter desembolsado R$ 1,075 bilhão, ainda possui uma dívida elevada com o banco.
“Eu estou preocupado com o Corinthians. Esses dias eu estava falando com a Caixa Econômica. Você sabe que o Corinthians pegou 400 milhões emprestados para fazer o estádio. Já pagou R$ 1,075 bilhão e ainda deve R$ 600 mil. Eu falei para o cara da Caixa: ‘Que loucura é essa?’. É por conta do juros”, disse o presidente da República.
Na entrevista, Lula também contou que apresentou uma alternativa ao presidente da Caixa, Carlos Antônio Vieira Fernandes. A ideia seria utilizar a área da Fazendinha, no Parque São Jorge, em uma negociação com empresas do setor imobiliário para levantar recursos destinados ao débito.
“Mas eu estou tentando ajudar o Corinthians. Agora eu falei para o presidente da Caixa propor uma coisa nova para o Corinthians: pega a Fazendinha, o velho Parque São Jorge, faz um convênio com o setor imobiliário e venda aquilo para pagar a divida”, completou o candidato à reeleição.
A dívida referente à Neo Química Arena é um dos principais problemas financeiros enfrentados atualmente pelo Corinthians. O clube tem buscado alternativas para diminuir os custos e lidar com o que já foi acumulado.
No início deste mês, o presidente Osmar Stábile detalhou a situação financeira do Corinthians em entrevista à Rádio Energia 97 FM. Segundo o dirigente, o endividamento total do clube chega a R$ 2,8 bilhões.
“A dívida é de R$ 2,8 bilhões. No Corinthians, dá para a gente fazer um trabalho de redução de custos, estamos fazendo em todos os departamentos. Fizemos no futsal, no basquete... A gente não está mais levando dinheiro do futebol para o clube social. Nós diminuímos esse fluxo de dinheiro que vinha. A tendência é que a gente consiga fazer essa redução. Nós temos vários contratos que vão vencer no fim do ano, que a gente tem que manter o time competitivo, mas não podemos gastar mais do que arrecadamos, isso já é muito importante. Nos gastos, tem que considerar também os juros”, disse em entrevista à Rádio Energia 97 FM.
O presidente do clube também afirmou que o Corinthians precisou desembolsar R$ 170 milhões com transfer bans e impostos atrasados.
Somados aos pagamentos feitos à Caixa e aos recursos do fundo de reserva, os gastos chegaram, segundo ele, a aproximadamente R$ 250 milhões.
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