Farinha Lima
Publicado em 12/08/2026, às 07h00 Foto: Criada por IA Farinha Lima
Três cidades do estado de São Paulo com maior número de feminicídios não possuem delegacias especializadas no atendimento às mulheres. Foram registrados nos últimos 2 anos e meio mais de 30 casos e nenhuma providência foi feita. O governo diz que é prioridade o combate à esse tipo de crime, mas até o momento a sociedade não tem uma resposta. O candidato Tarcísio indicou a primeira mulher para comandar a PM, mas não foi suficiente. Haddad defende que a PM use câmeras corporais que gravem ininterruptamente. No texto escrito no papel tudo é lindo e maravilhoso, mas as mulheres continuam morrendo como aconteceu em Pindamonhangaba.
Fernando Haddad entrou na campanha para governador de São Paulo com uma missão quase espiritual: livrar-se da paternidade da “taxa das blusinhas”. Segundo o petista, a cobrança foi um pedido do varejo, articulado pelo Congresso, e não uma invenção do governo federal. Lula, garante Haddad, até ameaçou vetar. A explicação vem acompanhada de um detalhe saboroso: o próprio Haddad diz que governadores, incluindo Tarcísio de Freitas, pressionaram pela cobrança do ICMS sobre as importações. Ou seja, a taxa tem tantos pais que já pode pedir emancipação. No fim, ninguém quer assumir a criança.
Daniel Vorcaro já tentou delação, tentou de novo e agora prepara a terceira temporada. A nova equipe de defesa quer transformar a colaboração premiada em algo parecido com um “confessionário”: nada de guardar segredo, esconder detalhe ou deixar pecado financeiro para depois. A orientação é abrir o jogo e, quem sabe, abrir também uma porta para o acordo.
A estratégia pretende reconstruir a confiança com o ministro André Mendonça, a PF e a PGR e pode chegar até o meio político, caso Vorcaro realmente tenha informações inéditas. Para isso, os advogados querem até seis horas diárias de conversa com o banqueiro. Se existe muita coisa para contar, duas horinhas de visita talvez sejam mesmo insuficientes.
No debate da Band, Haddad perguntou por que Tarcísio teria nomeado uma “tia do Eduardo Bolsonaro” para comandar as políticas públicas para as mulheres. O governador, porém, tratou de corrigir a árvore genealógica petista: Valéria Bolsonaro não é tia de Eduardo, mas uma prima bem distante... Ah, bom.
Fernando Haddad resolveu resgatar a polêmica dos bonés no debate. Ao falar sobre o tarifaço de Donald Trump, o petista não economizou nas alfinetadas contra Tarcísio de Freitas. "O que um governador tem que fazer é colocar o boné certo na cabeça, o boné do Brasil", declarou, em referência ao apoio do bolsonarista a Donald Trump.
No primeiro debate, a novidade mesmo parece ter sido apenas a oportunidade de repetir velhas críticas. Educação, Cracolândia e segurança entraram no ringue, enquanto cada candidato tratou de apontar o problema — de preferência, no governo do adversário.
Haddad criticou a educação e a violência contra mulheres; Tarcísio rebateu e defendeu os resultados de sua gestão.
Na Cracolândia, o roteiro também foi conhecido: um disse que a estratégia funcionou, o outro lembrou que ela não deu certo.
No fim, sobrou mais disputa pelo passado do que proposta para o futuro.
O debate entre Haddad e Tarcísio começou com cara de eleição paulista, mas logo ganhou sotaque de Brasília. Lula entrou na conversa, Bolsonaro também, e os candidatos fizeram questão de puxar seus padrinhos políticos para o palco. Tarcísio até pediu para Haddad “esquecer Bolsonaro”, enquanto atacava o governo Lula. Faltou apenas combinar quem seria o próximo convidado: talvez Lula e Bolsonaro para completar o debate. As eleições mostram que São Paulo também está cada vez mais dividida entre dois polos políticos — e que a eleição estadual promete repetir a velha disputa nacional.
São Paulo descobriu uma nova modalidade de elenco para 2026: gente que já tinha microfone, câmera, torcida ou plateia agora quer também uma cadeira no Congresso. A lista tem Datena, Luís Fabiano, Rachel Sheherazade, Silvia Abravanel, Sikêra Júnior, Val Marchiori, Geraldo Luís e até Manoel Gomes, o eterno Caneta Azul.
Tem apresentador, ex-jogador, cantor, socialite, ex-BBB e até quem já passou pelo Congresso. Para alguns, a política será uma estreia. Para outros, apenas uma mudança de palco.
O curioso é que São Paulo pode chegar à eleição com um elenco tão variado que, se faltar candidato, pelo menos não faltará opção de entretenimento. E, pelo visto, a campanha de 2026 promete provar que fama também pode pedir voto.
A defesa de Flávio Bolsonaro avisou ao TSE: usar inteligência artificial em campanha não exigiria autorização prévia. A justificativa é que o problema não seria criar alguém por IA, mas tentar enganar o eleitor.
E assim surge a curiosa regra eleitoral de 2026: pode até usar a imagem sem pedir licença. Só não pode fazer o eleitor acreditar que é de verdade.
Depois de uma briga pública, Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro fizeram as pazes e já gravaram juntos para a campanha. Michelle disse que os dois “colocaram uma pedra” na desavença. E, pelo visto, a pedra ficou bem guardada até chegar a hora de apertar o REC. Na política, até reconciliação familiar já vem com roteiro, câmera e horário eleitoral.
A aposentadoria dos outros aparentemente virou um investimento que rende bastante. A PF indiciou o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto e mais cinco pessoas no segundo inquérito sobre o esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas. O caso já havia levado outras 47 pessoas à lista de indiciados.
Segundo a corporação, o esquema pode ter desviado até R$ 6,3 bilhões de aposentados, dinheiro descontado mês a mês de quem provavelmente achava que o maior risco da velhice seria a fila do INSS. Agora, o relatório segue para a PGR, que decidirá o próximo capítulo. Até lá, resta ao aposentado esperar. De novo.
Flávio Bolsonaro resolveu colocar mais um personagem em sua campanha presidencial: Alexandre de Moraes. Para o candidato do PL, o ministro deixou a toga de lado e virou “grande articulador político” de Lula depois de receber em casa o presidente, Cristiano Zanin, e Davi Alcolumbre para um jantar.
O encontro, que tinha como objetivo justamente diminuir a temperatura entre Planalto e Congresso, ganhou outra interpretação no QG bolsonarista, com direito a conspiração política, entrada, prato principal e sobremesa. Flávio ainda aproveitou para defender o impeachment de ministros do Supremo e avisar que candidatos ao Senado serão cobrados nas urnas. Aparentemente, um jantar particular precisa apresentar nota fiscal eleitoral.