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Publicado em 29/07/2026, às 12h47 Foto: Divulgação/Anvisa Amanda Ambrozio
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)aprovou o registro de cinco novas canetas emagrecedoras injetáveis de semaglutida para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2.
Os medicamentos chegam como alternativas ao Ozempic e utilizam semaglutida produzida por síntese química em laboratório, diferente da versão biológica do medicamento já disponível no mercado.
Segundo o UOL, as novas marcas aprovadas são Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema.
Segundo a Anvisa, os medicamentos são indicados para pacientes que não conseguem controlar a doença apenas com tratamentos convencionais e devem ser utilizados em conjunto com dieta equilibrada e prática de exercícios físicos.
As cinco canetas foram registradas com dosagem de 1,34 mg/L e serão vendidas em duas apresentações: uma com sistema de aplicação de 1,5 mL e seis agulhas, e outra de 3 mL com quatro agulhas.
A indicação é focada principalmente em pacientes com intolerância ou contraindicação ao uso da metformina, medicamento considerado a primeira opção no tratamento do diabetes tipo 2.
A fabricação e a distribuição das novas canetas ficarão sob responsabilidade das empresas detentoras dos registros.
A aprovação faz parte de uma estratégia adotada pela Anvisa para acelerar a análise de medicamentos considerados prioritários.
A pedido do Ministério da Saúde, a agência passou a dar prioridade aos registros de medicamentos à base de semaglutida a partir de agosto de 2025, com o objetivo de ampliar o abastecimento nacional e fortalecer a oferta de tratamentos para o Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo a agência, a iniciativa integra um plano com 125 medidas para reduzir a fila de análise de registros.
O aumento no número de pedidos também está relacionado ao avanço das tecnologias de produção e ao vencimento de patentes, fazendo com que as versões sintéticas dos medicamentos à base do hormônio GLP-1 representem atualmente 68% das solicitações recebidas.
A Anvisa também reforçou que a retatrutida, outro princípio ativo sintético que vem sendo estudado para o tratamento da obesidade e do diabetes, ainda está em fase de testes clínicos e não possui autorização para comercialização em nenhum país.
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