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Publicado em 30/03/2026, às 09h57 Foto: Freepik Marcela Guimarães
Os medicamentos para perda de peso devem passar por algumas transformações nos próximos anos.
Após a popularização das chamadas “canetas”, novas drogas estão em desenvolvimento ao redor do mundo, com propostas que vão desde maior eficácia até formas de uso mais práticas.
Hoje, mais de 100 substâncias estão em diferentes fases de pesquisa, com expectativa de movimentar um mercado que pode ultrapassar US$ 100 bilhões até o fim da década.
Algumas dessas novidades, inclusive, podem chegar ao Brasil ainda neste ano ou no início do próximo.
Além de potencializar a perda de peso, os novos tratamentos prometem reduzir efeitos colaterais comuns, como náusea, e aumentar as opções para pacientes que não garantiram bons resultados com as opções atuais.
Apesar do sucesso das canetas, como as que utilizam semaglutida e tirzepatida, o futuro dos tratamentos não se limita a esse formato.
Estão em desenvolvimento comprimidos de uso diário, injeções com menor frequência (quinzenais ou mensais) e combinações de diferentes hormônios.
Outra mudança importante é o avanço de versões sintéticas e biossimilares da semaglutida, após a queda de patente em países como Brasil, China e Índia. Esses novos produtos também podem surgir como ampolas tradicionais.
Segundo o jornal O Globo, entre os medicamentos mais promissores, alguns já apresentam grandes resultados em testes clínicos:
Outros medicamentos também chamam atenção por propostas inovadoras, como preservar ou até aumentar massa muscular durante o emagrecimento, ou permitir aplicações mensais.
Especialistas já alertam para o risco de versões ilegais já disponíveis no mercado, principalmente no caso de substâncias ainda não aprovadas.
A China também tem se destacado no desenvolvimento de novos tratamentos. O país deixou de apenas reproduzir fórmulas existentes e passou a investir na própria inovação.
Os exemplos incluem medicamentos como a ecnoglutida, que apresentou resultados consistentes de perda de peso, e outras drogas que combinam múltiplos hormônios ou oferecem intervalos maiores entre aplicações.
Algumas dessas substâncias já demonstram benefícios adicionais, como melhora de condições cardiovasculares e metabólicas.
Mesmo com o fim da patente de algumas moléculas, os novos produtos não devem ser classificados como genéricos.
No caso de medicamentos biológicos, como os utilizados atualmente, o mais comum é o surgimento de biossimilares, ou seja, versões semelhantes, mas não idênticas aos originais.
Apesar do avanço, especialistas destacam que essas opções não representam uma cura para a obesidade. A condição é considerada complexa, envolvendo fatores genéticos, ambientais e comportamentais.
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