Negócios
Publicado em 06/09/2026, às 16h40 Foto: Reprodução/Redes Sociais Marina do Val
A paralisação de empreendimentos imobiliários e a recente sinalização de que as obras serão retomadas no mês de outubro colocaram os compradores da incorporadora You, Inc.em estado de alerta máximo.
Com canteiros de obra paralisados desde março de 2025, o clima entre os futuros moradores é de forte desconfiança e apreensão quanto ao cumprimento dos novos prazos divulgados pela empresa.
O descontentamento com os sucessivos adiamentos motivou protestos públicos e a busca por medidas legais para resguardar o investimento das famílias afetadas.
Diante do silêncio e da escassez de esclarecimentos formais ao longo dos últimos meses, os compradores decidiram unir forças e formar uma comissão de representantes.
O grupo contratou um escritório de advocacia especializado para acompanhar o caso de perto, exigindo a prestação de contas detalhadas sobre o cronograma físico-financeiro das construções e adotando medidas judiciais para ter acesso a documentos essenciais das obras.
Um dos casos mais emblemáticos ocorre no empreendimento Authentique Perdizes, localizado na zona oeste da capital paulista.
No local, a estrutura foi interrompida no 24º andar, de um total de 26 previstos, e o prazo de entrega original, somado ao período de tolerância contratual, já expirou.
Sem ver avanços no canteiro de obras e insatisfeitos com a falta de transparência, os compradores chegaram a realizar manifestações em frente a outros endereços da incorporadora para chamar a atenção sobre o problema.
A apreensão que assombra os clientes reflete o momento operacional delicado enfrentado pela You, Inc. no mercado.
Relatórios financeiros apontam uma pressão expressiva sobre a liquidez e o caixa da companhia, acompanhada do aumento do endividamento e de restrições na realização de novos lançamentos no período recente.
A empresa tem informado aos compradores que busca estruturar novas parcerias com fundos e investidores para viabilizar os aportes necessários para a conclusão das frentes de trabalho.
Para os especialistas do setor e advogados que acompanham o caso, a maior preocupação dos clientes reside na garantia de que os recursos fornecidos em cada projeto fiquem protegidos.
Além do risco de novos atrasos, os compradores enfrentam o impacto do reajuste contínuo do saldo devedor por índices da construção enquanto a entrega das chaves segue empurrada para frente.
A promessa de reinício dos trabalhos em outubro passa a ser vista pela comissão de adquirentes com extrema cautela.
O grupo cobra que a empresa não apenas apresente datas, mas demonstre garantias financeiras reais e um plano de execução consistente e auditável.
Enquanto o mês estipulado não chega, a assessoria jurídica e os proprietários prometem manter a pressão por respostas definitivas, avaliando novos passos na Justiça caso as promessas de retomada não se concretizem de forma efetiva no canteiro.
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