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Brasil perde 425 mil matrículas no Ensino Médio; entenda o porquê

Mesmo com queda nas matrículas no Ensino Médio, o país bate meta do ensino integral; creches ainda operam abaixo do índice do PNE  |  Foto: Freepik

Publicado em 26/02/2026, às 17h19   Foto: Freepik   Nathalia Quiereguini

O Brasil registrou queda nas matrículas do ensino médio em 2025.

Os dados do Censo Escolar divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) mostram que a rede pública passou de 6,7 milhões de alunos em 2024 para 6.334.224 neste ano,  uma redução de cerca de 425 mil matrículas

No total, somando público e privado, o país contabiliza 7.370.879 estudantes no ensino médio, sendo 1.036.655 na rede privada.

Queda de 425 mil matrículas no ensino médio marca os dados do Censo Escolar 2025 / Foto: Freepik

Queda nas matrículas do ensino médio

A diminuição está ligada a dois fatores principais: a queda populacional na faixaetária correspondente e a melhoria no fluxo escolar, de acordo com o Terra.

Com menos reprovações e menor distorção idade-série, há menos retenção de alunos, o que reduz o “inchaço” do sistema sem necessariamente significar exclusão escolar.

Sudeste lidera número de alunos

Regionalmente, o Sudeste concentra o maior número de matrículas no ensino médio, com 2.981.910 estudantes.

O Nordeste aparece em seguida, com 2.062.643.

As demais regiões registram: Norte (769.866), Sul (971.761) e Centro-Oeste (584.699).

Ensino integral cresce e bate meta

Na contramão da queda geral, o ensino médio em tempo integral segue em expansão.

Em 2025, 1.695.425 alunos da rede pública estão matriculados nessa modalidade, cerca de 130 mil a mais que no ano anterior.

Na rede privada, são 114.312 estudantes em jornada estendida.

O percentual do ensino médio integral chegou a 26,77% das matrículas, atingindo pela primeira vez a meta prevista no Plano Nacional de Educação (PNE). Considerando toda a educação básica, o índice é de 25,8%.

Creches ficam abaixo da meta

Na educação infantil, o cenário é de estagnação. As crechessomam 4.182.646 crianças de 0 a 3 anos matriculadas, 5.045 a menos que em 2024.

A taxa de atendimento subiu para 41,8%, ainda abaixo da meta anterior de 50%. O novo PNE propõe ampliar esse percentual para 60% nos próximos anos.

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