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Publicado em 21/10/2026, às 20h03 Foto: Divulgação/BYD Marcela Guimarães
A BYD apresentou nesta terça-feira (20), na China, a segunda geração do Dolphin Mini, conhecido no mercado chinês como Seagull.
O hatch elétrico chega renovado, com carroceria maior, interior reformulado e tecnologias de assistência à condução que costumam equipar modelos de categorias superiores.
Na conversão direta, os preços partem de menos de R$ 50 mil, por mais que os valores não representem uma previsão de preço para o Brasil.
Com as mudanças, o compacto passa a se aproximar do Dolphin em tamanho e acabamento, sem abandonar a proposta de ser uma opção mais acessível entre os carros elétricos da fabricante chinesa.
O novo Dolphin Mini cresceu cerca de 42 cm em relação à geração anterior. Agora, são 4,20 m de comprimento, 1,81 m de largura, 1,57 m de altura e 2,65 m de distância entre os eixos.
O visual preserva as linhas aerodinâmicas, mas recebe faróis com desenho mais agressivo e rodas de 16 polegadas com oito raios. A adoção do motor elétrico no eixo traseiro também liberou espaço na dianteira, permitindo a instalação de um compartimento de 94 litros sob o capô.
Já o porta-malas traseiro pode alcançar 1.380 litros com os bancos rebatidos, aumentando a capacidade de transporte de bagagens e objetos.
A cabine passou por uma reformulação completa. O painel de instrumentos tradicional, localizado atrás do volante, foi retirado, e as informações de condução passaram a ser concentradas em uma tela central flutuante de 12,8 polegadas.
O interior também recebeu console central maior, volante de dois raios, iluminação ambiente e saídas de ar direcionadas aos passageiros do banco traseiro.
Os equipamentos adicionais incluem bancos dianteiros com ajustes elétricos, função de massagem para o motorista e compartimentos sob os assentos traseiros.
Ainda não há confirmação de que todos esses recursos estarão presentes em uma possível versão destinada ao mercado brasileiro.
A nova geração também traz mudanças na motorização. A versão mais potente conta com motor elétrico traseiro de 127 cv, enquanto a configuração de entrada entrega 114 cv. Nas duas opções, o torque é de 13,2 kgfm.
A BYD oferece baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP) com capacidades de 30 kWh e 39,2 kWh. Dependendo da configuração, a autonomia anunciada varia de 320 km a 420 km pelo ciclo chinês CLTC, que usa parâmetros próprios de medição.
Uma das principais novidades é o sistema de carregamento ultrarrápido disponível nas versões mais equipadas. Segundo a BYD, a tecnologia permite elevar a carga da bateria de 10% para 70% em apenas cinco minutos.
A chinesa também confirmou planos de instalar até mil unidades de carregadores de alta potência no Brasil. A disponibilidade dessa infraestrutura será importante para garantir o aproveitamento do recurso no país.
Outro destaque é o sistema de assistência à condução God’s Eye B, também identificado como DiPilot 300.
Integrado a um sensor LiDAR instalado no teto, o conjunto permite mapear o ambiente em três dimensões e em tempo real, oferecendo recursos como navegação assistida em vias urbanas e rodovias, estacionamento automatizado e mudanças de faixa autônomas.
A renovação do Dolphin Mini também representa uma resposta ao avanço do Geely EX2, que ganhou espaço no segmento de carros elétricos de entrada na China e passou a disputar seu próprio público no Brasil.
A expectativa é que a nova geração chegue ao mercado brasileiro nos próximos anos.
*Com apuração do Jornal do Carro
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