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Carros elétricos: por que vendas crescem no Brasil enquanto caem no mundo?

Enquanto o avanço das montadoras chinesas e os incentivos locais impulsionam a venda dos elétricos no Brasil, mercados globais cortam subsídios  |  Foto: Reprodução

Publicado em 03/08/2026, às 16h45   Foto: Reprodução   Amanda Ambrozio

Enquanto as vendas de carros elétricos recuam em mercados como China, Estados Unidos e Europa, o Brasil segue na direção oposta.

Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) mostram que as vendas de veículos elétricos e híbridos cresceram 147,5% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado.

No cenário global, porém, houve queda de 11%, segundo levantamento da Reuters.

Especialistas apontam que os mercados vivem momentos diferentes.

Enquanto países que lideraram a eletrificação reduziram incentivos fiscais e enfrentam mudanças regulatórias, o Brasil ainda passa por uma fase de expansão, impulsionada pela chegada de novos modelos e pela maior competitividade entre as montadoras.

Foto: Reprodução/Freepik

Fim dos incentivos reduz ritmo em mercados maduros

A desaceleração internacional é atribuída, principalmente, à redução de políticas públicas que estimularam a compra de veículos elétricos durante anos.

Nos Estados Unidos, tarifas de importação de 100% sobre carros elétricos chineses limitaram a oferta desses modelos. Na União Europeia, também foram adotadas sobretaxas para fabricantes chinesas.

Na própria China, o governo encerrou parte dos incentivos tributários, reduziu programas de renovação de frota e restringiu a guerra de preços entre montadoras, fatores que elevaram os valores dos veículos e contribuíram para a queda nas vendas.

Segundo analistas, esse cenário não representa uma rejeição aos carros elétricos, mas uma mudança na dinâmica do mercado, que passa a depender menos de subsídios e mais da competitividade dos produtos.

Competitividade impulsiona avanço no Brasil

No Brasil, a realidade é diferente.

Sem um programa nacional de incentivos semelhante ao adotado por outros países, o crescimento da eletrificação tem sido sustentado pela oferta de veículos com preços mais competitivos, maior variedade de modelos, tecnologia embarcada e menor custo de utilização.

Segundo o Autoesporte, a desaceleração do mercado chinês também ampliou a exportação de veículos para países como Brasil, México e outras nações da América do Sul, aumentando a disponibilidade de modelos no mercado nacional.

Especialistas avaliam que a transição energética brasileira deve seguir um caminho próprio, baseado na diversidade de tecnologias.

Além dos elétricos puros, o país reúne condições favoráveis para o uso de etanol, veículos flex, híbridos, híbridos plug-in, biocombustíveis e biogás.

Na avaliação do setor, a queda global nas vendas marca o fim de um ciclo sustentado por incentivos governamentais.

Já no Brasil, o crescimento continua apoiado na combinação entre maior concorrência, inovação tecnológica, diversidade de combustíveis e liberdade de escolha do consumidor.

Classificação Indicativa: Livre


TagsBrasilcarrostecnologiaChinaexportaçãoCrescimentoElétricosIncentivos

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