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Publicado em 06/02/2026, às 12h43 Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil. Bianca Novais
A prova prática para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vai passar por mudanças profundas a partir de 2026. As novas regras, oficializadas pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), alteram critérios históricos de reprovação e prometem uma avaliação mais próxima do que o motorista enfrenta no dia a dia. As informações foram divulgadas pelo nd+.
A proposta faz parte do novo Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular e marca uma guinada no modelo tradicional, conhecido pelo caráter rígido e altamente eliminatório. O foco deixa de ser a execução perfeita de manobras isoladas e passa a ser o comportamento do candidato em ambiente real de tráfego.
Uma das mudanças mais simbólicas é o fim da reprovação automática quando o veículo apaga durante a prova. Até então, deixar o carro “morrer” podia encerrar o exame imediatamente. A partir de 2026, o candidato pode religar o veículo e continuar a avaliação normalmente.
Nesse caso, o que será analisado é a reação do condutor diante do imprevisto, a manutenção da segurança e a forma como ele retoma a condução, sem punição por essa falha técnica isolada.
A baliza também deixa de ser uma etapa eliminatória obrigatória realizada em espaço controlado. A manobra de estacionamento passa a ser avaliada em situação real, ao final do percurso, utilizando vagas disponíveis na via pública.
Não haverá limite rígido de tempo nem número máximo de movimentos. O examinador observará o controle do veículo e o respeito às regras de circulação, e não mais a execução “decorada” da manobra.
Outra alteração importante é o fim da eliminação imediata por falhas simples. Esquecer de colocar o cinto de segurança, por exemplo, não encerra mais a prova. O erro gera pontuação, o candidato corrige a falha e segue no exame.
O modelo de avaliação por pontos também mudou. O limite máximo permitido passou a ser de 10 pontos ao longo do percurso. As infrações seguem classificadas por gravidade, com pesos diferentes, e a reprovação só ocorre se esse teto for ultrapassado.
A mudança cria uma margem maior para erros comuns de quem ainda não tem experiência, sem abrir mão da segurança.
Com a CNH 2026, a ideia da Senatran é formar condutores mais preparados para a rotina das ruas, deixando para trás um exame baseado apenas na memorização de movimentos.
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