Negócios
Publicado em 29/06/2026, às 11h37 Foto: reprodução/FIFA Fernanda Montanha
A realização de partidas da Seleção Brasileira em horários comerciais durante a Copa do Mundo volta a gerar dúvidas sobre expediente, salário e liberação de funcionários. O próximo duelo contra o Japão, marcado para as 14h de segunda feira, 29, reacende o debate sobre as regras trabalhistas.
Apesar do costume de empresas ajustarem suas rotinas durante o torneio, a legislação brasileira não determina que o trabalhador seja liberado obrigatoriamente em dias de jogos da seleção. As partidas não são consideradas feriados nacionais.
A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a Constituição Federal não possuem normas específicas que garantam folga nessas ocasiões. Dessa forma, cabe ao empregador decidir se haverá dispensa, redução do expediente ou manutenção da jornada normal, de acordo com a Exame.
Em períodos de Copa do Mundo, algumas empresas costumam criar alternativas para os funcionários acompanharem os jogos. Entre as opções estão ajustes nos horários, escalas diferenciadas ou uso de banco de horas.
Quando a empresa libera o empregado sem exigir compensação, o período costuma ser tratado como uma folga remunerada, mas essa prática depende de uma decisão interna. Não existe obrigação legal para que isso aconteça.
Caso o trabalhador deixe de comparecer sem autorização, a ausência pode ser registrada como falta comum. A situação pode resultar em desconto no pagamento, impacto no descanso semanal remunerado e medidas disciplinares.
A falta isolada não significa automaticamente demissão por justa causa, mas reincidências podem levar a advertências ou outras punições previstas nas regras da empresa.
Empresas que permitem a saída durante os jogos podem estabelecer acordos para reposição das horas. A compensação precisa seguir os limites previstos na legislação trabalhista e ser combinada previamente entre as partes.
Alguns setores possuem restrições maiores por dependerem da continuidade dos serviços. Áreas como saúde, segurança, transporte e atividades essenciais precisam manter o funcionamento durante as partidas.
Nesses casos, alterações na escala dependem de planejamento antecipado e negociação com os trabalhadores. A recomendação é que funcionários consultem a empresa antes dos jogos para evitar problemas relacionados à jornada.
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