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Publicado em 05/11/2026, às 12h30 Foto: Reprodução/Agência Brasil Marina do Val
Oendividamento das famílias brasileiras registrou recuo pelo segundo mês consecutivo, de acordo com os dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Apesar da sequência de pequenas quedas, o índice geral permanece em patamares elevados, atingindo 81,6% das famílias, ou seja, 8 em cada 10 lares.
O indicador, que engloba compromissos financeiros como contas a vencer, cartão de crédito, financiamentos e empréstimos, apresentou uma retração sutil de 0,1 ponto percentual em relação ao mês anterior.
No entanto, na comparação anual, o cenário ainda aponta disparidade frente ao mesmo período do ano passado, refletindo a cautela da população brasileira com o orçamento doméstico.
Um dos destaques positivos da pesquisa econômica é o comportamento da inadimplência, que também recuou pela segunda vez consecutiva.
O percentual de famílias com contas em atraso passou de 29,6% para 29,3%, enquanto a parcela de consumidores que afirmam não ter condições de quitar os débitos diminuiu de 12,5% para 12,2%.
Paralelamente, a sensação de endividamento apresentou melhora, com a proporção de brasileiros que se consideram "muito endividados" caindo de 17,3% para 16,8%, alcançando o menor nível desde o primeiro semestre do ano.
Apesar do recuo nos atrasos, o tempo médio de compromissos pendentes ainda preocupa, mantendo-se patinando na casa dos 65 dias, com uma fatia das dívidas vencidas há mais de três meses.
O mapeamento da CNC aponta que o peso do endividamento se distribui de maneira desigual entre as classes sociais da sociedade brasileira.
O impacto mais severo continua concentrado nas famílias de menor renda, onde o orçamento está mais estrangulado pelas taxas de juros e pelo custo de vida, enquanto faixas de maior poder aquisitivo demonstram maior estabilidade ou margem de manobra frente aos compromissos de crédito.
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