Negócios
por Marina do Val
Publicado em 31/10/2026, às 17h20
A Chilli Beans, uma das maiores redes especializadas em óculos de sol, relógios e acessórios do país, protocolou na noite de sexta-feira (30) um pedido de recuperação extrajudicial. A medida tem como objetivo a reestruturação de um passivo estimado em R$340 milhões.
De acordo com o comunicado oficial divulgado pela companhia e a apuração da Folha de São Paulo, o plano foi construído em alinhamento direto com os credores e prevê um aporte de até R$50 milhões para injetar fôlego financeiro no processo.
A operação conta com o Itaú, a consultoria Akron e a gestora Vega atuando como "financiadores âncora" na coordenação dos novos recursos.
Embora a empresa não tenha detalhado inicialmente os fatores específicos que provocaram o endividamento, rumores de reestruturação já circulavam no mercado.
O fundador e CEO da marca, Caito Maia, pontuou anteriormente que as pressões financeiras tiveram raízes na pandemia de Covid-19, período após o qual o fluxo de caixa passou a enfrentar restrições contínuas.
Caito destacou que o varejo brasileiro atravessa um momento complexo, marcado por um cenário macroeconômico desafiador. A taxa básica de juros (Selic) em patamares elevados encarece o custo de crédito, comprime as margens das empresas e desacelera o consumo das famílias, especialmente no setor de bens de consumo discricionário.
Diferentemente de uma recuperação judicial tradicional, o modelo extrajudicial permite que a empresa negocie diretamente com os credores de forma célere, buscando a adequação de prazos e valores para preservar a continuidade operacional.
Mesmo com o processo de reestruturação em curso, a companhia reforça que mantém sua capilaridade comercial ativa. A rede opera com cerca de 1.400 unidades (entre lojas e quiosques) no Brasil e em mais de 14 países, mantendo o foco na relação com franqueados e fornecedores.
Classificação Indicativa: Livre
Fone top
cinema em casa
Qualidade Razer
Lançamento
som poderoso