Polícia
Publicado em 03/03/2026, às 13h40 Foto: Divulgação/ Procurados Nathalia Quiereguini
A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga um caso de estupro coletivo ocorrido no dia 31 de janeiro, em Copacabana, na zona sul da capital fluminense.
Segundo as autoridades, um adolescente de 17 anos é apontado como o responsável por articular o encontro que terminou em violência sexual contra uma jovem da mesma idade.
De acordo com as investigações conduzidas pela 12ª Delegacia de Polícia, o adolescente teria usado a relação que mantinha com a vítima, já que os dois foram namorados, para convencê-la a ir até um apartamento localizado na rua Ministro Viveiros de Castro.
A suspeita é de que o encontro tenha sido planejado previamente com outros jovens.
Mensagens analisadas pelos investigadores indicam que o adolescente teria combinado a ação com amigos antes da chegada da vítima ao imóvel.
Além disso, imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que outros rapazes entram no prédio pouco depois da jovem.
Ainda segundo o relatório policial, após a vítima deixar o local, o adolescente teria retornado ao apartamento e feito gestos interpretados pelos investigadores como comemoração.
O exame de corpo de delito realizado posteriormente confirmou que a adolescente apresentava lesões físicas e sinais de violência sexual.
De acordo com informações da CNN Brasil, apesar de ser apontado como o responsável por organizar o encontro, o adolescente terá um tratamento jurídico diferente dos demais envolvidos.
Por ser menor de idade, ele responderá com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Nesses casos, a legislação brasileira não utiliza o termo “crime”, mas sim “ato infracional”.
O processo será conduzido pela Vara da Infância e da Adolescência e pode resultar na aplicação de medidas socioeducativas. A internação, considerada a medida maissevera, tem prazo máximo de três anos.
A Justiça já expediu um mandado de busca e apreensão contra o adolescente.
Já os outros suspeitos do caso, quatro jovens com idades entre 18 e 19 anos, devem responder com base no Código Penal.
Eles foram indiciados por estupro com participação de mais de uma pessoa, o que pode aumentar a pena prevista para esse tipo de crime.
A Justiça também determinou a prisão preventiva dos investigados, que até o momento são considerados foragidos.
Além da investigação criminal, instituições ligadas aos suspeitos passaram a adotar medidas administrativas.
Um colégio citado no caso iniciou procedimentos internos para avaliar a situação de estudantes envolvidos. Já um clube de futebol anunciou a suspensão do contrato de um atleta mencionado na investigação.
As investigações seguem em andamento e a Polícia Civil realiza diligências para localizar os suspeitos que permanecem foragidos e reunir novos elementos para o inquérito.
A expectativa é que, com a análise das provas já coletadas, como imagens, mensagens e laudos periciais, o caso avance para as próximas etapas judiciais.
As autoridades também aguardam que os envolvidos se apresentem para prestar depoimento e esclarecer a participação de cada um no episódio.
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