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Antes de operação, MC Ryan SP enfrentava disputa judicial por músicas

Um mês antes de ser preso na Operação Narcofluxo, artista apresentou defesa em ação que discute autoria e uso comercial de músicas  |  Foto: Reprodução/Instagram.

Publicado em 04/05/2026, às 20h03   Foto: Reprodução/Instagram.   Bianca Novais

Um mês antes de ser preso durante a Operação Narcofluxo, o MC Ryan SP já enfrentava outra frente judicial.

Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, o artista apresentou defesa em um processo que envolve a suposta utilização indevida de 34 músicas.

A ação foi movida pelo cantor Luska e pela empresa Soul Mozar, que alegam que o funkeiro teria utilizado composições repassadas ao longo dos anos sem cumprir acordos informais.

De acordo com o processo, a expectativa era de que as músicas fossem exploradas com divisão de lucros, o que, segundo os autores, não ocorreu.

Foto: Reprodução/Instagram.

Alegações de prejuízo

Na ação, Luska afirma que 31 das 34 músicas teriam sido exploradas comercialmente sem o devido reconhecimento de autoria e sem pagamento de royalties. O compositor também aponta prejuízos financeiros e danos morais, solicitando à Justiça o reconhecimento formal de sua participação nas obras.

Além disso, o pedido inclui indenização e a suspensão do repasse de receitas provenientes das plataformas digitais ao MC Ryan SP, medida que chegou a ser parcialmente atendida em decisão liminar.

Argumentos da defesa

Em defesa apresentada no dia 16 de março, o artista negou as acusações. Ele sustenta que todas as obras mencionadas no processo estão registradas em seu nome e também no de MC BKA, conforme dados da União Brasileira de Compositores (UBC).

O funkeiro também questiona as provas apresentadas por Luska, afirmando que capturas de tela e conversas não possuem validade suficiente para comprovar autoria.

Segundo ele, não há indícios de enriquecimento indevido nem comprovação dos danos alegados pelo autor da ação.

Questionamento da liminar

Outro ponto levantado pela defesa diz respeito à decisão liminar concedida em agosto de 2025 pelo juiz Rodrigo Garcia Martinez.

Na ocasião, o magistrado determinou a suspensão dos repasses financeiros das 34 músicas, com base em indícios de possível violação de direitos autorais e risco de prejuízo ao compositor.

MC Ryan SP, no entanto, argumenta que os critérios necessários para a concessão da liminar não estariam presentes e pede a revogação da medida. Para a defesa, a decisão foi baseada em elementos considerados frágeis.

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