Polícia
Publicado em 28/09/2026, às 07h24 Foto: Reprodução / Google Street View Natane Ramos
Edmilson Rosas Lima, conhecido como "Mago", foi preso em um apartamento de alto padrão em Praia Grande, no litoral de São Paulo, apontado como braço direito de Cleber Santos da Silva, o "Keu", identificado como uma das lideranças da facção criminosa Bonde do Maluco (BDM), da Bahia.
Após uma investigação conjunta entre as polícias dos dois estados que levou meses, os agentes localizaram Mago em um condomínio de luxo e chegaram a apreender uma BMW durante a operação.
Edmilson, de 38 anos, possuía três mandados de prisão em aberto e é investigado por crimes relacionados ao tráfico de drogas, associação para o tráfico e homicídios. O suspeito foi preso na última sexta-feira (25), encontrado com um documento que apresentava indícios de falsificação.
De acordo com o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Mago fazia parte da organização criminosa de tráfico de drogas, que atuava nos bairros Arenoso e de Sussuarana, em Salvador.
As investigações policiais relatam que Edmilson mantinha contato com Keu e prestava contas sobre a comercialização das drogas. O suspeito também teria envolvimento com a distribuição dos entorpecentes e arrecadação de dinheiro para o BDM.
Edmilson já possui ao menos duas condenações descritas em decisões judiciais. Em um dos processos, que ocorreu em 2017, ele foi condenado a nove anos e três meses de prisão pelo crime de tráfico de drogas e por portar arma de fogo.
Mago foi preso durante a Operação Repatriação, realizada em conjunto pelas polícias civis da Bahia e de São Paulo. Os policiais apreenderam três celulares, um documento de identidade com suspeita de falsificação e uma BMW X3 avaliada em mais de R$ 500 mil do imóvel em que o suspeito foi localizado.
Os materiais detidos pela polícia são investigados para auxiliar no andamento das investigações e avaliar a ligação de Edmilson com a organização criminosa.
Em nota ao g1, a advogada Patrícia Britto, que representa a defesa de Edmilson, declarou que o cliente não possuía ligação com Keu. "Sobre a suposta ligação com o Cléber, atualmente ele não possui nenhuma ligação. Trata-se de suposta perseguição, tendo em vista que anos atrás estiveram em único processo juntos", declarou.
"É indispensável destacar que prisão preventiva não se confunde com juízo de culpa, tampouco autoriza a construção antecipada de uma narrativa acusatória como se os fatos já estivessem definitivamente demonstrados", concluiu.
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