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Homem que matou ex em shopping será levado para Centro de Detenção Provisória

Acusado havia sido baleado pela polícia durante ação que terminou com a morte da jovem dentro da joalheria de um shopping  |  Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Publicado em 03/03/2026, às 12h01   Foto: Reprodução/Arquivo pessoal   Érica Sena

O homem preso pelo assassinato da ex-namorada dentro de uma joalheria em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, recebeu alta médica e será transferido para um Centro de Detenção Provisória.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, Cássio Henrique da Silva Zampieri, de 25 anos, teve a prisão preventiva cumprida após deixar o hospital, onde estava internado desde o dia do crime.

Ele havia sido baleado na perna por policiais militares ao resistir à negociação enquanto mantinha a vítima, Cibelle Monteiro Alves, de 22 anos, refém e ferida, como citado pelo G1.

Após a alta, Cássio foi conduzido ao 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo e permanecerá provisoriamente na carceragem do 3º DP antes de ser encaminhado ao CDP nesta terça-feira (3). A defesa dele não foi localizada.

Histórico de ameaças e perseguição

O crime ocorreu na última quarta-feira (25), dentro de uma unidade da Vivara instalada no Shopping Golden Square. De acordo com a investigação, o suspeito não aceitava o fim do relacionamento de cinco anos, encerrado em abril de 2025, e passou a perseguir a jovem.

Foto: Arquivo pessoal

Quase um ano antes do assassinato, ele já havia enviado fotos íntimas da vítima ao grupo de trabalho da loja e feito ameaças reiteradas pelas redes sociais, mensagens de WhatsApp e até por transferências via PIX. Cibelle registrou boletins de ocorrência por violência doméstica desde 2023 e obteve medida protetiva, que determinava que o ex-companheiro não se aproximasse dela.

Mesmo com a decisão judicial, segundo a polícia, ele continuou insistindo em contato e ameaçando a jovem. Em mensagens, ela relatava medo e dizia não se sentir protegida apenas com a medida judicial.

Confissão após o crime

Após o ataque, o suspeito enviou vídeos e áudios a familiares confessando o homicídio e afirmando que pretendia se matar. As gravações, segundo a polícia, indicam premeditação. Ele foi cercado por agentes dentro da loja e acabou baleado ao não se entregar.

O caso segue sob investigação, enquanto o acusado aguarda transferência para unidade prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

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