Polícia
Publicado em 21/03/2026, às 14h07 Foto: arquivo pessoal Érica Sena
Uma mulher de 27 anos passou a viver sob ameaças após denunciar ter sido vítima de agressão e extorsão dentro de um carro por aplicativo, em São Paulo.
Depois de tornar o caso público, ela afirma que teve suas redes sociais e seu WhatsApp invadidos por mensagens com ameaças de morte e ataques de cunho misógino, ampliando ainda mais o impacto do episódio, como citado pelo site Metrópoles.
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar tanto a violência ocorrida durante a corrida quanto a origem das mensagens enviadas à vítima. Entre os conteúdos recebidos, há intimidações diretas e ofensas.
Em uma das mensagens, o autor afirma ter informações sobre familiares da jovem e exige a retirada da denúncia. Em outra, a ameaça é explícita: “ou cala a boca ou vai pro saco”.
O caso teve início na noite de 12 de março, quando a vítima solicitou um carro por aplicativo após sair do trabalho. Segundo o relato, o veículo indicado no app correspondia às informações exibidas, mas quem estava ao volante não era a motorista cadastrada, e sim um homem.
Mesmo desconfiada, a jovem entrou no carro. Pouco depois, o motorista cancelou a corrida e passou a agir de forma agressiva. De acordo com o depoimento, ele a puxou com força para dentro do veículo quando ela tentou sair, iniciando uma sequência de ameaças e violência física.
Durante o trajeto, o agressor exigiu pagamento direto pela corrida. Sob pressão, a vítima foi obrigada a realizar uma transferência via Pix. A chave utilizada estava vinculada à conta da motorista registrada no aplicativo, o que levanta suspeitas sobre possível envolvimento de terceiros ou uso indevido da conta.
Mesmo após o pagamento, a agressão continuou. A jovem afirma ter sido atingida com um soco no rosto, sofrendo lesões no olho, além de dores no braço provocadas pela força empregada pelo agressor no início da ação.
Ela conseguiu deixar o veículo pouco depois, já em estado de choque. Além dos ferimentos físicos, o impacto emocional foi imediato. O episódio, que começou como uma corrida comum, terminou como um caso de violência e extorsão.
Após relatar o ocorrido, a vítima passou a receber uma série de mensagens ofensivas e ameaçadoras. Os ataques incluem questionamentos que culpabilizam a própria vítima pela agressão, além de insultos misóginos.
Segundo o relato, a quantidade e a gravidade das mensagens transformaram a situação em uma perseguição virtual contínua. A vítima afirma que o medo se intensificou com as ameaças direcionadas também a familiares, o que a levou a redobrar cuidados com a própria segurança.
A Polícia Civil apura o caso e tenta identificar o agressor, bem como a origem das mensagens enviadas após a denúncia. A investigação deve analisar dados do aplicativo de transporte, informações bancárias relacionadas à transferência via Pix e registros digitais das ameaças.
A jovem afirma que busca responsabilização dos envolvidos e reforça a importância de que o caso seja esclarecido. “Quero que investiguem isso para que ninguém mais passe pelo que eu passei”, declarou.
Enquanto aguarda o avanço das apurações, ela segue lidando com as consequências físicas e psicológicas da violência, agora agravadas pela exposição e pelos ataques recebidos no ambiente virtual.
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