Polícia
Publicado em 19/09/2026, às 17h09 Foto: Reprodução/ALESP Marina do Val
O ex-vereador de São Paulo Milton Leite recebeu atendimento médico no Fórum de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, neste sábado (19), após sofrer um pico de pressão. A informação foi confirmada ao Metrópoles por seu advogado de defesa, Aloísio Lacerda Medeiros.
Apesar do mal-estar, o ex-parlamentar passou em seguida pela audiência de custódia, na qual a Justiça optou por manter a sua prisão temporária. De acordo com o advogado, o procedimento judicial "foi realizado normalmente".
Milton Leite está detido na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, estrutura alocada no 1º Distrito Policial da cidade, situada próximo a complexos hospitalares da região, como o Hospital Luzia de Pinho Melo.
O político, que atua como presidente estadual do União Brasil em São Paulo, havia se entregado à Polícia Civil na última sexta-feira (18), na Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi das Cruzes.
Ele era considerado foragido por ter ultrapassado o prazo prévio de 24 horas que havia estipulado para se apresentar às autoridades.
Milton Leite reforçou publicamente sua inocência frente às acusações: "Eu não cometi nenhum crime e nada devo. Eu nego todas as acusações e tenho convicção de que sou inocente. Eu acredito na justiça, no trabalho da polícia [...]. Vim no dia que marquei, estou aqui sem nenhum problema".
Durante as diligências policiais realizadas no mesmo dia, buscas na residência de um assessor ligado a Milton Leite resultaram na apreensão de R$ 280 mil em espécie e US$ 89 mil (aproximadamente R$ 457 mil na cotação atual), somando cerca de R$ 737 mil em moeda nacional e estrangeira.
A prorrogação da prisão do ex-vereador decorre das investigações da Operação Vectura Corrupta, deflagrada conjuntamente pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP).
A força-tarefa apura um esquema de infiltração da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público paulistano.
Entre as informações apuradas na operação, destaca-se que 16 investigados tiveram a prisão temporária decretada, incluindo Levi dos Santos Oliveira (ex-presidente da SPTrans).
Ao todo, foram cumpridos 18 mandados de busca na capital, interior e litoral de SP. A suspeita central indica que pelo menos 12 de 22 empresas de ônibus seriam controladas pelo PCC por meio de fraudes em licitações e lavagem de dinheiro.
Milton Leite, que cumpriu sete mandados consecutivos na Câmara Municipal e presidiu a Casa por diversos períodos, nega ter envolvimento com a organização criminosa.
Ele argumenta que eventuais diálogos com dirigentes do setor de transporte faziam parte de suas atribuições públicas no período em que atuou na mediação da área.
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