Política
Publicado em 17/09/2026, às 07h51 Natane Ramos
Milton Leite, do União Brasil, é um dos alvos da Operação Vectura Corrupta, que investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no poder público e no sistema de transporte da capital paulista.
Com 70 Anos, Milton Leite, do União Brasil, é um dos políticos mais influentes e tradicionais de São Paulo. Ele ocupou uma cadeira na Câmara Municipal da capital por 27 anos, entre 1997 e 2024, e presidiu o Legislativo paulistano por quatro vezes.
Milton Leite já foi filiado ao PCB, mas passou para o MDB. A principal base eleitoral do ex-presidente da Câmara de SP é na Zona Sul da capital, especialmente no Grajaú.
De acordo com o site da Câmara Municipal, Milton já ocupou o cargo de prefeito em exercício da capital por cerca de cem dias, tornando-se o presidente da Câmara que mais chefiou o Executivo.
O investigado atuou como presidente da Câmara pela primeira vez entre 2017 e 2019, durante a gestão de João Doria na prefeitura, comandando por três mandatos consecutivos.
Em 2024, o ex-presidente da Câmara anunciou que não disputaria uma nova vaga de vereador em 2024, afirmando que aquele seria seu último mandato parlamentar e que deixaria a vida pública. Milton afirmou que pretendia "ir pescar, cuidar da saúde, da família e dos negócios".
Apesar da aposentadoria política, Leite continuou agindo dos bastidores e, em dezembro de 2024, indicou o então secretário de Mobilidade e Trânsito Ricardo Teixeira como seu sucessor na presidência da Câmara.
Após a saída da Câmara, Leite passou a presidir o diretório estadual do União Brasil, chegando a receber uma homenagem na Assembleia Legislativa de São Paulo com o Colar de Honra ao Mérito Legislativo, maior honraria concedida pela Casa em 2025.
O investigado possui familiares que integram a política de SP. Seus dois filhos, o deputado estadual Milton Leite Filho (União Brasil) e o deputado federal Alexandre Leite (União Brasil), seguem os passos do pai ao ingressarem na carreira política.
Para além da sua atuação no Legislativo, o alvo da operação policial também tem vínculos com as empresas de ônibus da cidade e com a Liga das Escolas de Samba de São Paulo.
O político é presidente de honra da escola de samba Estrela do Terceiro Milênio, do Grajaú, agremiação da qual ele e os filhos são patronos.
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