Polícia
Publicado em 31/03/2026, às 16h38 Foto: GPE/SECOM. Bianca Novais
Uma mulher de 51 anos foi morta a facadas pelo ex-marido na noite de segunda-feira (30), em Sorocaba, no interior de São Paulo, mesmo após acionar um aplicativo de proteção voltado a vítimas de violência doméstica.
O caso, revelado pelo portal Metrópoles, levanta questionamentos sobre a eficácia e o tempo de resposta desse tipo de ferramenta em situações de risco iminente.
A vítima, a faxineira Maria Eugênia de França Chagas, estava acompanhada da filha quando retornava para casa em um carro por aplicativo. Após descerem no destino final, as duas seguiram por uma viela. Pouco depois, testemunhas relataram ter ouvido gritos de socorro e pedidos desesperados por ajuda.
Uma pessoa que estava próxima foi até o local e encontrou o ex-marido da vítima ao lado do corpo, procurando a chave da motocicleta. Assim que a encontrou, ele fugiu em alta velocidade e, até o momento, não foi localizado pelas autoridades.
Moradores da região ainda tentaram prestar socorro. Com uma toalha, tentaram conter o sangramento, mas a mulher não resistiu aos ferimentos e morreu antes da chegada do atendimento.
A Guarda Civil Municipal foi acionada após o uso do chamado Botão Emergencial Maria da Penha, ferramenta criada pela Prefeitura de Sorocaba para auxiliar mulheres sob ameaça. Segundo informações oficiais, a equipe chegou ao local sete minutos após o acionamento.
Apesar da rapidez no deslocamento, os agentes já encontraram a vítima sem vida e uma aglomeração de moradores no entorno. Este foi o primeiro pedido de socorro feito pela mulher por meio do aplicativo, embora ela já estivesse cadastrada no sistema desde o dia 17 de março.
Após o crime, equipes realizaram buscas e localizaram a motocicleta utilizada pelo suspeito em Araçoiaba da Serra, cidade vizinha. O homem segue foragido.
O caso está sendo investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Sorocaba, que deve apurar as circunstâncias do crime e a dinâmica do atendimento ao chamado de emergência.
Dados divulgados pela prefeitura indicam que, apenas em 2026, já foram registradas dezenas de denúncias relacionadas à violência doméstica na cidade, com atendimentos e detenções realizados.