Polícia
Publicado em 07/10/2026, às 10h00 Guilherme Vinícius Jovanelli Moreira, uma das vítimas da Batalha de Inajar - Foto: Reprodução Amanda Ambrozio
O 2º Tribunal do Júri da Capital condenou, nesta terça-feira (6), o torcedor corintiano Carlos Roberto de Britto Júnior, conhecido como “Neguinho”, pela morte do palmeirense Guilherme Vinicius Jovanelli Moreira, de 19 anos.
O crime aconteceu durante uma briga entre torcedores de Corinthians e Palmeiras na Zona Norte de São Paulo, em 2012.
Carlos foi considerado culpado por homicídio qualificado e recebeu pena de 16 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial fechado.
Segundo a CNN Brasil, ele não tinha antecedentes criminais, mas a pena-base foi estabelecida acima do mínimo em razão da idade da vítima.
O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivo torpe e meio cruel e atribuiu a responsabilidade pela morte de Guilherme a Carlos.
Na sentença, a juíza Flavia Castellar Olivério destacou que Guilherme tinha apenas 19 anos quando morreu.
“A vítima contava com apenas 19 (dezenove) anos de idade, tratando-se, portanto, de pessoa jovem, cuja perspectiva de vida foi retirada”, afirmou a magistrada.
O julgamento analisou a responsabilidade dos réus envolvidos no processo pela morte de Guilherme durante o confronto entre integrantes das torcidas organizadas.
Entre os demais acusados julgados no mesmo processo, Mário José Carneiro Pieroni teve a punibilidade extinta.
Outros sete réus foram absolvidos: Antonio Alan Souza Silva, Reinaldo Gilberto Alves, Douglas Deungaro, Rodrigo Reinaldet Daher, Rodrigo de Azevedo Lopes Fonseca, Marcelo Eduardo Rodrigues Sales e Wagner da Costa.
O confronto ocorreu em março de 2012, na Avenida Inajar de Souza, na Zona Norte de São Paulo.
Naquele dia, Corinthians e Palmeiras se enfrentariam em uma partida de futebol, e integrantes das torcidas organizadas Gaviões da Fiel e Mancha Verde combinaram um confronto.
A briga ficou conhecida como “Batalha da Inajar”.
Segundo o processo, os torcedores corintianos chegaram ao local portando barras de ferro, pedaços de madeira e foguetes e teriam armado uma emboscada contra os rivais. Os integrantes da torcida palmeirense também estavam armados, de acordo com as informações analisadas pela Justiça.
Durante o confronto, dois torcedores palmeirenses foram gravemente feridos. Eles chegaram a ser socorridos, mas não resistiram aos ferimentos.
Além de Guilherme, André Alves Lezo, de 21 anos, também morreu após ser atingido durante a briga.
Apesar da condenação de Carlos, o processo ainda não foi encerrado para todos os envolvidos no confronto.
Os nove réus palmeirenses que respondem pelo mesmo caso ainda não têm data definida para serem julgados.
A decisão desta terça-feira representa, portanto, uma das etapas do processo que investiga as mortes ocorridas durante a Batalha da Inajar, confronto que marcou a história recente das brigas entre torcidas organizadas em São Paulo.
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