Polícia
Publicado em 10/07/2026, às 14h00 Foto: Reprodução/Linkedin 'Blaze' Gabriela Pessanha
A influenciadora Virginia Fonseca e a casa de apostas Blaze responderam ao Ministério Público do Distrito Federal(MP-DF) após serem citados em uma ação civil pública apresentada pelo órgão nesta quarta-feira (8).
O documento obtido pelo g1 investiga as divulgações das bets durante os jogos da Copa do Mundo e as técnicas de retenção de consumidores praticadas pela empresa de apostas.
Segundo o MP, Virginia e a Blaze realizam uma "estratégia coordenada e sistemática" na divulgação dos conteúdos.
Entre os exemplos, eles citam um vídeo publicado por Virginia na última sexta-feira (3) em que ela afirma ter "esperança" no Cabo Verde enquanto faz uma aposta na partida do time contra a seleção argentina.
Para a acusação do MP, a influenciadora induziu os seguidores ao erro.
As investigações estão em curso desde 2023 e, para apuração, os servidores do MP-DF utilizaram a plataforma para investigar o tratamento com os consumidores.
As acusações contra a Blaze incluem retenção do dinheiro dos usuários, bloqueio de contas e envio de diversos e-mails promocionais.
Em nota, a equipe de Virginia afirmou que o MPDF poderia ter aguardado o fim das apurações realizadas antes da ação civil pública.
Confira abaixo na íntegra:
A defesa de Virginia Fonseca tomou conhecimento, por meio da imprensa, nesta quinta-feira (9), da Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).
As alegações serão respondidas tecnicamente nos autos.
Contudo, cabe destacar que a própria petição inicial reconhece a existência de diligências ainda pendentes, incluindo a requisição de contratos e outras informações relevantes. Esses documentos são essenciais para o completo esclarecimento dos fatos, especialmente quanto à natureza do vínculo, à forma de remuneração e aos limites da atuação publicitária de Virginia Fonseca.
A defesa entende que o MPDFT poderia ter aguardado a conclusão das apurações instauradas pelo próprio órgão, o que certamente daria outro rumo à demanda.
A defesa refuta as alegações manifestadas na ação, especialmente qualquer afirmação de conluio, atuação predatória ou intenção de causar prejuízo aos consumidores. A responsabilização civil deve estar amparada em provas concretas, e não em presunções ou ilações decorrentes da condição de pessoa pública da influenciadora.
A defesa reafirma sua confiança nas instituições e no Poder Judiciário e prestará todos os esclarecimentos nos autos, oportunidade em que demonstrará, de forma técnica e documentada, a improcedência dos pedidos formulados contra Virginia Fonseca.
Nota jurídica assinada por: Sanderson Mafra
Segundo a nota, a Blaze afirma trabalhar de acordo com as melhores práticas do mercado e visando a segurança dos usuários.
Confira a nota na íntegra:
A Foggo Entertainment Ltda, detentora da marca e Operação Blaze no Brasil, esclarece que, até o presente momento, não foi formalmente intimada a respeito do referido procedimento do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT).
A Foggo se mantém comprometida com a transparência e conformidade com a legislação e as regulamentações em vigor no país.
Nossas operações e parcerias são sempre pautadas pelas melhores práticas de mercado, com foco absoluto na segurança de nossos usuários, seguindo princípios legais e normas aplicáveis, assim como com base nas diretrizes de Jogo Responsável.
Assim que formalmente notificada, a Foggo prestará todos os esclarecimentos necessários às autoridades competentes e a quem mais se fizer necessário.
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