Polícia
Publicado em 07/11/2026, às 15h33 Escombros do desabamento no Brás - Foto: Divulgação/Polícia Militar Vinicius Brito
Os cães do Corpo de Bombeiros não encontraram sinais de novas vítimas sob os escombros do prédio que desabou no Brás, na região central de São Paulo, na noite de sexta-feira (6). A informação foi confirmada à imprensa na manhã deste sábado (7) pelo tenente-coronel Barelli, comandante do 1º Grupamento dos Bombeiros, responsável pelo atendimento da ocorrência.
“Estamos reduzindo a possibilidade de ter uma vítima”, afirmou o tenente à imprensa após a atuação dos cães. A previsão é que os animais retornem ao local no fim da tarde, quando o volume de escombros estiver menor. Segundo Barelli, a grande quantidade de material pode dificultar o trabalho dos cães na busca por possíveis vítimas.
No momento do desabamento, 35 pessoas estavam no prédio. Oito conseguiram sair por conta própria, enquanto outras 27 foram resgatadas pelos bombeiros, todas com vida. Quatro vítimas foram encaminhadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Mooca, na zona leste de São Paulo. Nenhuma corria risco de morte.
Funcionários relataram que o terceiro piso da loja desabou enquanto o estabelecimento recebia uma carga de rolos de tecido. A estrutura cedeu na parte central do prédio, o que manteve a fachada parcialmente preservada. Apesar disso, os escombros atingiram parte da loja vizinha.
As circunstâncias do desabamento ainda serão apuradas pelas autoridades. A investigação deverá esclarecer o que provocou o colapso da estrutura e verificar as condições de segurança do imóvel antes do acidente.
Segundo as informações disponíveis, o estabelecimento não possuía Auto de Licença de Funcionamento, documento emitido pela Prefeitura de São Paulo que autoriza a atividade comercial no endereço, nem Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). Esse certificado atesta que a edificação atende às exigências de segurança contra incêndios e outras situações de emergência previstas pelo Corpo de Bombeiros.
A ausência dos documentos indica que o estabelecimento não tinha as autorizações mencionadas para funcionar. No entanto, ainda não há confirmação de que essa irregularidade tenha relação direta com o desabamento. As causas do acidente dependerão da análise técnica das autoridades.