Polícia
Publicado em 17/03/2026, às 15h19 - Atualizado às 15h19 Foto: Reprodução Ana Caroline Alves
A investigação sobre a morte da policial militar Gisele Alves Santana ganhou novos desdobramentos após a Polícia Civil de São Paulo solicitar à Justiça a prisão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto.
Ele é marido da vítima e estava no apartamento no momento do ocorrido, registrado em fevereiro na região do Brás, em São Paulo.
O pedido foi feito após a inclusão de laudos técnicos no inquérito. Até o momento, o Judiciário ainda não decidiu sobre a solicitação. As investigações seguem em andamento, com apoio de órgãos como o Instituto Médico Legal e o Instituto de Criminalística, as informações são do g1.
Os exames periciais revelaram informações importantes sobre o caso. O laudo necroscópico identificou lesões no rosto e no pescoço da policial, descritas como contundentes e compatíveis com arranhões. Segundo especialistas, há indícios de que a vítima pode ter perdido a consciência antes do disparo fatal, além de não apresentar sinais de defesa.
Outros exames descartaram que Gisele estivesse grávida ou sob efeito de substâncias químicas. No entanto, a perícia encontrou vestígios de sangue em diferentes cômodos do imóvel, o que levanta dúvidas sobre a dinâmica dos acontecimentos.
Inicialmente tratada como suicídio, a morte passou a ser investigada como suspeita após questionamentos da família. A exumação do corpo permitiu novas análises, incluindo exames mais detalhados que reforçaram a necessidade de aprofundar as investigações.
Depoimentos de socorristas e policiais também contribuíram para levantar inconsistências na versão apresentada pelo tenente-coronel. Um dos pontos analisados é o intervalo entre o suposto disparo, ouvido por uma vizinha, e a ligação feita por ele aos serviços de emergência.
Além disso, profissionais que atenderam a ocorrência relataram estranhamento com a posição da arma na mão da vítima, considerada incomum em casos de suicídio. Também foi observado que o marido não apresentava sinais de ter prestado socorro, como manchas de sangue ou desespero evidente.
Outro fator investigado envolve a alegação de que ele estaria tomando banho no momento do disparo. No entanto, testemunhas afirmaram que ele estava seco e que não havia indícios de uso recente do chuveiro.
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