Polícia
Os roubos de carga na Baixada Santista registraram forte redução no primeiro trimestre deste ano. Entre janeiro e março, foram contabilizadas apenas 8 ocorrências, contra 52 no mesmo período de 2025, o que representa uma queda de 84,6% e o menor índice desde 2002.
O levantamento da Secretaria da Segurança Pública mostra que a região já viveu cenários muito mais críticos. Em 2018, por exemplo, foram 140 casos no mesmo intervalo. Já em 2023, primeiro ano da atual gestão, o total chegou a 117 registros.
Praia Grande apresentou o resultado mais expressivo. Depois de somar 11 ocorrências no primeiro trimestre do ano passado, o município não teve nenhum caso neste ano, reforçando a tendência de queda observada em toda a região.
Em março, houve apenas 1 caso em Santos e outro no Guarujá, cenário que consolidou o menor volume mensal registrado em 26 anos. O balanço também inclui cidades como Cubatão, São Vicente, Bertioga, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe e Cubatão, segundo Agência SP.
Segundo o coordenador do Procarga, Carlos Afonso Silva, a redução está diretamente ligada às ações de enfrentamento ao crime organizado. Ele explica que grande parte desses delitos é praticada por facções estruturadas, que acabam sendo desarticuladas em operações policiais.
A Baixada Santista sempre foi considerada estratégica para criminosos por causa do Porto de Santos, que facilita o escoamento de mercadorias ilegais. Por isso, a repressão na região passou a ser tratada como prioridade pelas forças de segurança.
Em toda a área do Deinter-6, que reúne 24 municípios, foram registrados 14 roubos de carga no trimestre, com redução de 78,7% em comparação com 2025. Em março, o número caiu de 16 para apenas 3 casos.
A queda acompanha o cenário de todo o estado de São Paulo. No primeiro trimestre, os roubos de carga passaram de 971 para 656 ocorrências, retração de 32,4%, atingindo o menor patamar desde 2001.
No interior paulista, foram 103 registros no período, também um recorde positivo. Entre os fatores apontados estão o reforço no patrulhamento, a qualificação dos boletins e o uso de inteligência policial integrada.
Ferramentas como o programa Muralha Paulista ajudam no monitoramento de veículos suspeitos por leitura de placas e reconhecimento facial, além de apoiar operações do TOR e ações preventivas com motoristas e transportadoras.
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