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Caso de cozinheira desaparecida avança; patroa é presa por suspeita de homicídio

Polícia Civil concluiu que mulher de 60 anos foi assassinada após desaparecer em Ubatuba; corpo ainda não foi localizado  |  Foto: Reprodução/Instagram

Publicado em 10/07/2026, às 21h10   Foto: Reprodução/Instagram   Andrezza Souza

A investigação sobre o desaparecimento da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos, ganhou um novo desdobramento. A Polícia Civil de São Paulo concluiu que a mulher foi vítima de homicídio e prendeu temporariamente a dona da pousada onde ela trabalhava, apontada como a principal suspeita do crime.

Berenice está desaparecida desde o dia 30 de junho, quando deixou o estabelecimento localizado no bairro Ubatumirim, em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo. Segundo a investigação, ela aceitou uma carona oferecida pela proprietária da pousada, que foi a última pessoa a vê-la antes do desaparecimento.

Apesar da conclusão sobre o homicídio, o corpo da vítima ainda não foi encontrado, e as buscas continuam.

Desaparecimento ocorreu após demissão

Foto: Reprodução/Instagram

Antes de desaparecer, Berenice havia informado à família que foi dispensada do trabalho por causa da baixa temporada. Em conversa com um dos filhos, um dia antes do desaparecimento, ela disse que aguardava o pagamento dos valores referentes à rescisão para retornar a Igaratá, no Vale do Paraíba, onde morava.

Na manhã de 30 de junho, a cozinheira ainda trocou mensagens com a filha. Depois disso, saiu da pousada e entrou no carro da empregadora, que afirmou tê-la deixado no trevo de acesso à Rodovia Oswaldo Cruz (SP-125).

Após esse momento, a família perdeu contato com Berenice.

Família questionou versão apresentada

Segundo informações apuradas pelo Metrópoles, o filho da cozinheira, José Carlos de Faria Filho, afirmou que familiares descobriram que houve uma discussão entre a mãe e a dona da pousada antes do desaparecimento.

Ainda de acordo com o relato, a empresária disse ter pago cerca de R$ 2,6 mil à funcionária e afirmou que ela teria conseguido outro emprego na região da Praia das Toninhas, também em Ubatuba.

A versão, no entanto, levantou dúvidas entre os familiares. Conforme José Carlos relatou ao Metrópoles, a mãe havia informado que pretendia voltar para Igaratá e costumava comunicar aos filhos qualquer mudança de planos.

Os familiares também conseguiram acessar a última localização do celular da cozinheira, registrada na manhã de 1º de julho, ainda em Ubatuba.

Investigações continuam

O caso é investigado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Sebastião, que segue realizando diligências para esclarecer a dinâmica do crime e localizar o corpo da vítima.

A dona da pousada permanece presa temporariamente por suspeita de envolvimento no homicídio. Até o momento, a Polícia Civil não divulgou novos detalhes sobre a motivação do crime nem informou quando as buscas poderão ser concluídas.

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