Polícia

Caso Gisele: denúncia aponta exigências com sexo em troca de despesas pagas

Geraldo Leite Rosa Neto, principal suspeito do crime, foi preso na manhã de quarta-feira (18) em São José dos Campos, no interior de São Paulo  |  Foto: Reprodução

Publicado em 19/03/2026, às 11h45   Foto: Reprodução   Marcela Guimarães

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) revelou, em denúncia divulgada na quarta-feira (18), indícios de que o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto proporcionava apoio financeiro à soldado Gisele Alves Santana para garantir relações sexuais.

De acordo com o documento, o relacionamento entre os dois era marcado por comportamentos descritos como possessivos e controladores por parte do PM.

Geraldo Leite Rosa Neto e Gisele Alves Santana (Foto: Reprodução)

Mensagens com cobranças

Conversas extraídas do celular do tenente-coronel comprovam a acusação. Nos registros, ele detalha gastos mensais com a casa e cobra da vítima um tipo de “retorno” emocional e sexual.

Eu invisto todos os meses, 3 mil reais de aluguel, 2 mil reais de condomínio, 500 reais de água e luz, 500 reais de gás, fora as coisas que eu compro de mercado e todas as vezes que nós saímos eu pago tudo sozinho [...] e você investe quanto? Não tem dinheiro, beleza. Investe amor, carinho, atenção, dedicação, sexo... Mas nem isso você faz”, escreveu ele.

Vítima rejeita exigências

Em resposta, Gisele deixou claro que não aceitava a proposta. Em mensagem enviada no dia 2 de fevereiro, ela manifesta a intenção de colocar um ponto final no casamento.

“Por mim separamos, não vou trocar sexo por moradia e ponto final”, afirmou ela. Gisele faleceu em 18 de fevereiro, poucos dias depois da conversa em questão.

Prisão e medidas judiciais

Geraldo foi preso na manhã de quarta-feira (18) em São José dos Campos, no interior de São Paulo. A prisão preventiva foi determinada pela Justiça Militar após solicitação da Polícia Civil, feita no dia anterior.

Além da prisão, a decisão judicial autorizou a apreensão de celulares, a quebra de sigilo de dados eletrônicos e o compartilhamento de provas com a Polícia Civil, que conduz uma investigação paralela sobre o caso.

*Com apuração da CNN Brasil

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