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Caso Porsche azul: Justiça rejeita 8º pedido de liberdade do motorista

Empresário segue preso após nova negativa de liberdade em caso de acidente fatal com Porsche em SP; Justiça vê indícios de embriaguez ao volante  |  Foto: Reprodução/Redes sociais.

Publicado em 08/02/2026, às 13h00   Foto: Reprodução/Redes sociais.   Bianca Novais

A Justiça de São Paulo negou, pela oitava vez, o pedido de liberdade do motorista do Porsche azul envolvido em um acidente fatal ocorrido em março de 2024, na capital paulista. Fernando Sastre Filho segue preso preventivamente desde maio daquele ano, após decisão da 1ª Vara do Júri. As informações foram divulgadas pelo g1.

A defesa pediu a revogação da prisão com a aplicação de medidas cautelares, mas a solicitação foi recusada.

Para a magistrada responsável pelo caso, permanecem válidos os fundamentos que levaram à decretação da prisão preventiva, entre eles a gravidade da conduta e o risco de reiteração.

Acidente filmado

Foto: Reprodução/TV Globo.

O acidente ocorreu na Avenida Salim Farah Maluf, na Zona Leste de São Paulo. Fernando dirigia um Porsche 911 Carrera GTS avaliado em mais de R$ 1 milhão quando bateu na traseira de um Renault Sandero conduzido pelo motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, que morreu no local.

O passageiro do Porsche, o estudante de medicina Marcus Vinicius Machado Rocha, ficou gravemente ferido.

Imagens de câmeras de monitoramento e de policiais militares registraram momentos antes, durante e após a colisão. Testemunhas relataram que o veículo de luxo trafegava em alta velocidade.

Velocidade e álcool

Laudo do Instituto de Criminalística apontou que o Porsche estava a 136 km/h no momento do impacto, em um trecho com limite de 50 km/h. O Ministério Público sustenta que Fernando assumiu o risco de matar ao dirigir embriagado e em velocidade excessiva.

Apesar de negar o consumo de álcool em interrogatório, o próprio passageiro do carro afirmou, em depoimentos à polícia e à Justiça, que o motorista havia bebido antes de dirigir. Não foi realizado teste do bafômetro no local.

Os advogados alegam que Fernando é o único réu em São Paulo, em casos semelhantes com morte no trânsito, que permanece preso. Sustentam ainda que ele não fugiu do local e que não realizou o teste do bafômetro por falta do equipamento.

Fernando responde por homicídio qualificado por perigo comum, na modalidade de dolo eventual, e por lesão corporal gravíssima. O julgamento só será marcado após o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal analisarem recursos pendentes da defesa, que tenta reclassificar o crime para homicídio culposo e retirar a qualificadora.

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