Polícia
Publicado em 27/05/2026, às 16h00 Foto: Divulgação/Cohab Amanda Ambrozio
A Polícia Civil de São Paulo confirmou a identidade de um dos quatro corpos localizados em um cemitério clandestino na comunidade de Heliópolis, Zona Sul da capital.
O caso aconteceu entre segunda (25) e terça-feira (26) em uma área de proteção ambiental sob responsabilidade da Sabesp, nas proximidades dos conhecidos “prédios redondos”.
A vítima identificada é Jonas Barros de Oliveira, apelidado de Gigante. Ele era um dos três funcionários de uma produtora de funk da região que estavamdesaparecidos desde a semana passada.
Embora a investigação ligue Jonas à empresa, a mãe da vítima relatou às autoridades desconhecer o vínculo empregatício do filho com a produtora.
As circunstâncias em que os corpos foram encontrados reforçam a tese de execuções sumárias, possivelmente ligadas a tribunais do crime.
Segundo o G1, as vítimas estavam amarradas e envoltas em cobertores.
Além dos restos mortais, a perícia localizou uniformes da produtora de funk no terreno, o que fortalece a linha de investigação de que os outros funcionários desaparecidos possam estar entre os mortos.
De acordo com o cronograma dos desaparecimentos, um funcionário sumiu na quinta-feira (21), seguido por outros dois na sexta-feira (22).
A análise pericial indicou, ainda, que um dos corpos apresentava um estado de decomposição muito mais avançado, sugerindo que o local é utilizado para ocultação de cadáveres por um longo tempo.
O terreno, situado na região de Cidade Nova Heliópolis, já havia sido palco de ocorrências similares. No final do ano passado, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) localizou um corpo enterrado na mesma via, após notar alterações recentes no solo e marcas de ferramentas.
Em nota oficial, a Sabesp informou que está cooperando integralmente com as autoridades e que os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) para exames necroscópicos e de DNA.
O caso segue sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
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