Polícia
Publicado em 28/08/2026, às 07h00 Divulgação Bernardo Rego
A parte nobre da capital paulista já foi palco de muitos fatos de toda ordem. Nesta matéria o Bnews SP resolveu fazer um retrospectiva acerca de um crime que chocou o bairro Jardim América, Zona Oeste de uma das áreas mais valorizadas de São Paulo.
Trata-se de um duplo homicídio na Rua Cuba do advogado Jorge Toufic Bouchabki e sua esposa Maria Cecília Delmanto Bouchabki. O fato aconteceu no dia 24 de dezembro de 1988, na véspera do Natal e poucos meses após a nova Carta República ser aprovada no Congresso Nacional em outubro daquele ano. O casal foi morto a tiros enquanto estava no quarto.
Muita coisa chamou atenção no crime porque a casa não tinha sinais de arrombamento, a arma de onde saíram os disparos também não foi localizada e a perícia alegou que a cena pode ter sido alterada pelos autores do crime.
Um dos principais suspeitos do duplo homicídio foi o filho do casal, Jorge Delmanto Bouchabki ("Jorginho"), que contava 18 anos à época dos fatos. Segundo o Ministério Público, uma das motivações seria conflito familiar.
Entre os elementos considerados pelos investigadores estavam:
Apesar das muitas evidências, a Justiça não conseguiu reunir provas para condenar alguém. Em 1999, uma nova tentativa de acusar o filho do casal foi tentada, mas acabou rejeitada no Tribunal do Júri. Fazendo um resumo, o duplo homicídio nunca foi elucidado muito por conta do poder econômico da família. O caso prescreveu e mais um rico brasileiro escapou de ser responsabilizado por um crime bárbaro.
As notícias mais recentes relacionadas a Jorge Bouchabki dão conta de que ele é advogado e chegou a atuar na Lava Jato defendendo João Muniz Leite na ação em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi acusado de ser o verdadeiro dono de um apartamento vizinho ao seu, em São Bernardo do Campo.
Em 2018, ao conceder entrevista ao Jornal Folha de São Paulo, Jorge disse que não tinha nenhum problema de falar sobre o assunto. "Eu nunca fui tratado como suspeito. Ser tratado como suspeito eu até entenderia. Mas me trataram sempre como culpado. Eu fui condenado pela imprensa", contou o advogado na ocasião. "Mas a vida é redonda", arremata, para dizer que deu a volta por cima. "Eu não tenho problema em falar sobre o assunto. Eu não matei meus pais. Estou tranquilo", contou.
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