Polícia
por Amanda Ambrozio
Publicado em 27/08/2026, às 14h30
Um homem de 41 anos morreu após sofrer um acidente durante um voo de parapente em Itanhaém, no litoral de São Paulo.
Segundo o boletim de ocorrência, Adriano Azevedo dos Santos caiu de aproximadamente 10 metros depois que uma linha de pipa atingiu o equipamento e provocou o rompimento da asa.
O acidente aconteceu no último domingo (23), na praia do Bopiranga. De acordo com o relato da esposa da vítima, Adriano perdeu a sustentação do parapente e caiu em direção à rua.
O instrutor de voo Reinaldo Sanches, que havia dado aulas para Adriano, também relatou o momento do acidente.
“A linha de pipa pegou ele, desmontou o parapente, ele caiu e se acidentou na rua”, relatou.
Após a queda, Adriano foi socorrido e levado ao Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande. Segundo o boletim de ocorrência, exames identificaram fraturas em uma perna e em uma costela, além de um hematoma na região glútea.
Por volta das 21h, ele foi transferido para o Hospital Ana Costa, em Santos, onde os médicos constataram que seu estado de saúde era grave.
Segundo o UOL, Adriano apresentava pressão arterial instável e precisou passar por uma cirurgia para identificar e controlar um possível sangramento interno.
O procedimento foi realizado por volta das 4h do dia seguinte. Apesar da intervenção, Adriano não apresentou melhora e morreu.
Conforme o registro policial, havia uma hemorragia interna, mas a causa específica não havia sido determinada naquele momento.
Adriano já tinha realizado curso de pilotagem e estava habilitado a voar sozinho.
“Foi meu aluno e se formou para voar sozinho, a gente se conhecia desde 2022”, afirmou Reinaldo Sanches.
Segundo a esposa, havia várias pessoas soltando pipas na praia no momento do acidente. A pessoa responsável pela linha que teria atingido o parapente não foi identificada.
Ainda de acordo com o relato, após a queda, a prioridade das pessoas que estavam no local foi prestar socorro à vítima.
Segundo o instrutor, a linha encontrada no equipamento teria cerol, material cortante utilizado em linhas de pipa.
O uso de linhas cortantes é proibido em Itanhaém. Um projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal em 2025 proibiu o uso, a posse, a fabricação e a comercialização de linhas cortantes, incluindo cerol e linha chilena, além de outras substâncias abrasivas aplicadas às linhas.
A legislação municipal também estabelece restrições à soltura de pipas em vias públicas, rodovias e áreas urbanas movimentadas.
A ocorrência foi registrada inicialmente na Central de Polícia Judiciária de Santos como morte suspeita e posteriormente encaminhada ao 1º Distrito Policial de Itanhaém.
O caso também foi registrado como morte acidental e crime consumado de autoria desconhecida. A Polícia Civil solicitou exame pericial ao Instituto Médico Legal (IML).
Até a última atualização, a pessoa que teria soltado a pipa não havia sido identificada. A investigação deverá apurar as circunstâncias do acidente e determinar se houve responsabilidade de terceiros pela morte de Adriano.
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