Polícia
Publicado em 02/09/2026, às 08h22 Foto: Reprodução / Discord Natane Ramos
De acordo com relatórios da Polícia Civil de São Paulo, obtidos pela Globonews, a plataforma Discord demorou quase 17 dias para remover servidores e transmissões ao vivo que citavam automutilação e suicídio, estupros virtuais, maus-tratos a animais, abusos sexuais infantis, ataques a pessoas em situação de rua e a escolas.
O levantamento compilou ao menos 63 comunicações emergenciais feitas pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad) da Polícia Civil de São Paulo entre maio de 2025 e janeiro deste ano., com uma média de resposta de 17 horas.
Os relatórios foram encaminhados ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), e devem ser enviados à AGU. Os investigadores questionam o Discord por não implementar mecanismos adequados para restringir o acesso de menores de idade aos conteúdos ilícitos, além dos servidores que praticam crimes e exibem na plataforma.
De acordo com o levantamento, a plataforma é aberta para que o usuário entre sem um cadastro completo com e-mail, telefone ou algum dado para identificação.
O Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad) faz um alerta sobre a plataforma. "A empresa Discord tem reiteradamente adotado conduta morosa no tratamento de solicitações encaminhadas para remoção de servidores nos quais são identificadas práticas criminosas de elevada gravidade, incluindo, entre outras, incentivo à automutilação, estupros virtuais, utilização de mídias de vítimas como instrumento de chantagem, bem como a manutenção de repositórios contendo materiais ilícitos, tais como pornografia infantil, conteúdo envolvendo zoofilia e necrofilia", declararam em outro relatório.
As transmissões ao vivo do Discord estão suspensas no Brasil desde 12 de agosto, após os investigadores da ANPD identificarem casos de violência, assédio e indução à automutilação e ao suicídio envolvendo crianças e adolescentes
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