Polícia
Publicado em 29/07/2026, às 10h39 Foto: Reprodução Marcela Guimarães
Duas funcionárias da Creche Luz do Brás, na região central de São Paulo, foram desligadas após a morte do bebê Abdoulaye Dieng, de 1 ano e 4 meses.
A informação foi confirmada pela Secretaria Municipal de Educação (SME), que também instaurou um procedimento administrativo para apurar o caso na capital paulista.
Segundo a SME, as duas professoras foram desligadas por decisão da Organização da Sociedade Civil (OSC) responsável pela administração da creche e já foram substituídas por novas profissionais.
A pasta informou que, caso sejam confirmadas irregularidades, poderá adotar medidas como o descredenciamento da organização responsável pela unidade.
Abdoulaye estava em uma sala multiuso quando teria colocado a cabeça em um vão entre uma barra de ferro e um espelho, ficando com o pescoço preso. O espaço permanece interditado desde a última sexta-feira (24) e passa por análise técnica.
Segundo o advogado da família, Erson de Oliveira, imagens das câmeras de segurança mostram que a criança ficou presa por cerca de seis minutos antes de ser socorrida e estaria sem supervisão no momento do acidente.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), policiais militares foram abordados por funcionários da creche, que já levavam o bebê para a UPA da Mooca. A criança não resistiu e morreu na unidade de saúde.
A defesa da família questiona por que a equipe da creche optou por transportar o menino por meios próprios, em vez de acionar imediatamente o Samu ou o Corpo de Bombeiros.
A Secretaria Municipal de Educação informou que equipes da Diretoria Regional de Educação e do Núcleo de Apoio e Acompanhamento para a Aprendizagem (NAAPA) prestam assistência à família.
Ao mesmo tempo, o procedimento administrativo e as investigações sobre as circunstâncias da morte continuam em andamento.
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