Polícia
Publicado em 13/07/2026, às 07h00 Foto: Reprodução/Facebook Fernanda Montanha
A Polícia Civil de São Paulo apura o desaparecimento da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos, e trabalha com a hipótese de que ela tenha sido assassinada.
A principal linha de investigação aponta que o crime teria sido cometido para evitar o pagamento da rescisão trabalhista. O corpo da vítima ainda não foi encontrado, segundo o Metrópoles.
O caso começou a ser tratado como desaparecimento, mas o avanço das investigações levou a polícia a mudar a linha de apuração. Eliane Alves dos Santos, proprietária de uma pousada no bairro Ubatumirim, em Ubatuba, é apontada como principal suspeita e foi presa temporariamente na sexta-feira (10).
Segundo o depoimento de um dos filhos da vítima, Berenice foi dispensada do trabalho em 29 de junho em razão da baixa temporada. Ela teria informado à família que aguardava o pagamento dos valores da demissão para retornar a Igaratá, no Vale do Paraíba, onde morava.
No dia seguinte, 30 de junho, a cozinheira aceitou uma carona oferecida pela patroa até o trevo de acesso à Rodovia Oswaldo Cruz (SP-125). Depois desse momento, ela não foi mais vista nem entrou em contato com familiares.
José Carlos de Faria Filho afirmou à polícia que a mãe deixou de responder às mensagens na tarde do desaparecimento. Ao procurar informações na pousada, a família soube que Berenice e Eliane teriam discutido antes da viagem.
Segundo o relato, a empresária afirmou ter pago R$ 2,6 mil em dinheiro à funcionária antes de levá-la até a rodovia.
Ainda conforme o filho, Eliane disse que Berenice teria conseguido outro emprego na região da Praia das Toninhas.
A família, no entanto, considera essa versão improvável, já que a cozinheira havia manifestado a intenção de voltar para sua cidade após ser demitida e, segundo os parentes, não deixaria de avisar os 3 filhos sobre uma mudança de planos.
A defesa de Eliane Alves dos Santos não foi localizada pela reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação.