Polícia
Publicado em 30/09/2026, às 13h42 Foto: Divulgação/Santander Marina do Val
Uma ex-gerente do banco de 40 anos, identificada como Vanessa Gonçalves Miranda, e seu companheiro, um dentista de 56 anos, foram presos em Miguelópolis preventivamente sob a suspeita de desviar mais de R$2,1 milhões de contas de clientes, em sua maioria idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade.
Segundo as investigações, as movimentações irregulares ocorreram entre os anos de 2024 e 2026. O caso veio à tona após correntistas procurarem as autoridades ao notarem operações financeiras não reconhecidas, incluindo saques, resgates de aplicações, empréstimos fraudulentos e transferências não autorizadas.
Em um dos casos apurados pela polícia, a família de uma aposentada de 78 anos relatou o desvio de aproximadamente R$300 mil, além de parcelas de um empréstimo que a vítima jamais contratou.
De acordo com o inquérito, parte dos recursos retirados ilegalmente das contas das vítimas era transitado por contas de terceiros e por plataformas de jogos e apostas online.
O advogado da ex-gerente, Laudemiro Neto, afirmou para a Gazeta de São Paulo que a mulher sofre de ludopatia (vício e dependência em jogos de aposta) e apresentou documentos alegando que a cliente também possui laudos médicos de depressão e síndrome de burnout.
Ele ressaltou que ela trabalhou por 12 anos na agência e que a defesa aguarda acesso integral aos autos para se manifestar detalhadamente sobre o processo.
O companheiro da ex-gerente, o dentista Adilson Coelho de Paula, teve a prisão preventiva mantida após passar por audiência de custódia.
A Polícia Civil aponta que ele teria recebido valores desviados em suas contas pessoais e na conta de sua empresa. Em declaração à imprensa, a defesa do dentista negou qualquer envolvimento no esquema e afirmou que o cliente desconhece as acusações.
Em nota ao UOL, a instituição financeira informou que sua área de inteligência está colaborando ativamente com as investigações da Polícia Civil e assegurou que nenhum cliente lesado terá prejuízo financeiro.
As investigações prosseguem para mapear a totalidade dos valores desviados e identificar se há outros envolvidos na fraude.
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