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Falha em satélite da Embratel gera atrasos em aeroportos de São Paulo; veja

O problema técnico na frequência de satélite prejudicou o contato entre as torres de controle e os aviões; a operação já foi normalizada  |  Foto: Freepik

Publicado em 02/06/2026, às 19h10   Foto: Freepik   Amanda Ambrozio

Uma instabilidade técnica em um satélite da Embratel causou atrasos e cancelamentos nos aeroportos de São Paulo nesta terça-feira (2).

O problema afetou diretamente a frequência de comunicação utilizada entre as aeronaves e as torres de controle da região do Terminal São Paulo, que atende praças fundamentais para o fluxo logístico nacional, como os aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Viracopos.

Segundo a CNN, o diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein, esclareceu que a pane operacional aconteceu por conta de um problema técnico estritamente externo.

Além disso, a falha não teve ligação com as estruturas físicas ou operacionais do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea).

Foto: Reprodução/Aeroporto de Guarulhos

Balanço dos impactos nos terminais

Apesar do bloqueio temporário das decolagens e do desvio de rotas para outros estados no início do dia, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou que os canais de rádio e os procedimentos normais foram restabelecidos logo em seguida.

Contudo, o efeito cascata gerou reflexos imediatos na programação dos terminais paulistas. O balanço preliminar da Anac indicou mais de 135 voos atrasados e pelo menos 15 cancelados em todo o estado.

A concessionária Aena, responsável pelo Aeroporto de Congonhas, registrou o cancelamento específico de 22 operações, divididas entre 14 decolagens que não puderam ser efetuadas e oito pousos remanejados para outras pistas.

Guarulhos e Viracopos tiveram suspensões temporárias por volta das 9h25 às 10h40, fazendo com que diversas aeronaves em aproximação precisassem ficar em espera no ar.

Ações de Contingência

As principais companhias aéreas do país confirmaram que estão atuando no reacomodamento de passageiros e no fornecimento de suporte material, conforme as diretrizes regulatórias vigentes.

A Anac, o Decea e as administradoras dos aeroportos estudam a necessidade de estender os horários de funcionamento das pistas ao longo da noite para absorver o fluxo acumulado.

Os passageiros com viagens programadas devem consultar o status do voo nos canais digitais das empresas aéreas antes de se deslocarem aos terminais.

Esta é a segunda interrupção sistêmica de grande impacto registrada no espaço aéreo paulista em um intervalo de dois meses. Em abril, foi registrada uma paralisação preventiva, causada por problemas na sede do centro de controle do Decea.

Classificação Indicativa: Livre


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