Polícia
Publicado em 11/02/2026, às 18h29 Foto: Divulgação/Polícia Civil. Bianca Novais
Um empresário de Barueri, na Grande São Paulo, contratou um engenheiro civil para reformar o próprio galpão e acabou sequestrado por um grupo que levou R$ 140 mil. Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, o profissional fazia parte da quadrilha e teria simulado ser vítima durante o crime.
A investigação começou em 6 de janeiro, quando o empresário marcou encontro às 11h com o engenheiro e um mestre de obras no imóvel onde ocorreria a reforma. Ao chegar, eles foram surpreendidos por três criminosos, um deles usando uniforme da concessionária de energia Enel.
As vítimas foram mantidas em cárcere por mais de três horas. Nesse período, os sequestradores realizaram transferências via Pix e roubaram objetos de valor. Enquanto o empresário permanecia sob ameaça, o primo do engenheiro pegou o carro da vítima e seguiu para a capital paulista. Lá, comprou itens de ouro em uma joalheria, mantendo contato com os comparsas.
De acordo com o delegado Adair Marques, da Delegacia Seccional de Carapicuíba, a investigação revelou que o engenheiro estava dentro do galpão se passando por vítima, mas atuava em conjunto com o grupo.
Para reforçar a encenação, os criminosos pegaram a aliança do suspeito, simulando que ele também teria sido alvo do roubo. Após as primeiras prisões, a análise dos celulares apontou que o primo do engenheiro pediu a devolução do anel aos comparsas, o que levantou suspeitas sobre a falsa condição de vítima.
Uma semana após o crime, dois envolvidos foram presos na primeira etapa da operação conduzida pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) da Seccional de Carapicuíba. Nesta terça-feira (10), a Polícia Civil deflagrou a segunda fase da ação e prendeu outros três suspeitos, além de cumprir seis mandados de busca e apreensão.
Segundo a polícia, o grupo atuava em Carapicuíba, Barueri e região, abordando vítimas para roubos seguidos de sequestro, com o objetivo de obter altos valores. As investigações apontam que os crimes eram praticados com “extrema violência”.
Ao todo, seis acusados foram alvos da operação. A apuração segue para identificar possíveis novas vítimas e esclarecer a participação de cada integrante no esquema.
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