Política
por Marcela Guimarães
Publicado em 11/02/2026, às 19h49 - Atualizado às 19h51
Nesta quarta-feira (11), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve presente na cerimônia que detalhou o Plano de Investimentos em Ampliação e Modernização de Aeroportos.
A iniciativa abrange 11 terminais administrados pela Aena e prevê R$ 5,7 bilhões em financiamento, sendo R$ 4,64 bilhões com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Integrado ao Novo PAC, o plano deve impulsionar aportes totais estimados em R$ 9,2 bilhões, aumentando a capacidade da infraestrutura aeroportuária em diferentes regiões do país.
As intervenções já começaram e atingem grandes terminais: Congonhas (SP), Campo Grande (MS), Ponta Porã (MS), Corumbá (MS), Santarém (PA), Marabá (PA), Carajás (PA), Altamira (PA), Uberlândia (MG), Uberaba (MG) e Montes Claros (MG).
O maior volume de recursos será direcionado ao Aeroporto de Congonhas, que receberá R$ 2,6 bilhões em melhorias.
Principal foco do pacote, Congonhas terá o terminal de passageiros ampliado para 135 mil m², praticamente o dobro da área atual.
O projeto também prevê expansão do pátio de aeronaves, aumento do número de pontes de embarque de 12 para 19 e ampliação da área comercial.
Atualmente, as obras no aeroporto paulistano já alcançaram 29,60% de execução.
A modernização de Congonhas busca melhorar a capacidade operacional, reforçar a segurança e diminuir gargalos em um dos principais pontos da aviação nacional.
A expectativa é de aumento na oferta de voos e maior eficiência no transporte aéreo, com reflexos diretos na economia da capital paulista e da Região Metropolitana.
O plano faz parte de uma das maiores estruturas de financiamento já realizadas no setor aéreo brasileiro. A emissão pública de debêntures, coordenada pelo BNDES em parceria com o Santander, somou R$ 5,3 bilhões.
O apoio do banco inclui R$ 4,24 bilhões em subscrição de debêntures e R$ 400 milhões via linha Finem. No total, o financiamento destinado à Aena chega a R$ 5,7 bilhões.
Durante a execução do projeto, a estimativa é de criação de cerca de 2,8 mil empregos diretos e indiretos. Após a conclusão, mais de 700 postos permanentes devem ser mantidos.
A chamada Fase I-B das concessões concentra os principais investimentos, com foco no aumento da capacidade, adequações estruturais e melhorias de sustentabilidade.
O prazo para conclusão das obras é junho de 2028 em Congonhas e junho de 2026 nos demais aeroportos.
O financiamento foi estruturado no modelo project finance non recourse, no qual o pagamento ocorre com base nas receitas geradas pelo próprio projeto.
Um mecanismo criado pelo BNDES permite que, após a finalização das obras, a Aena possa refinanciar a dívida em condições potencialmente mais vantajosas.
A estratégia diminui o risco de rolagem da dívida, assegura funding de longo prazo e pode diminuir o custo financeiro da operação.
Maior operadora aeroportuária do mundo em número de passageiros, a Aena administra 46 aeroportos e dois heliportos na Espanha.
No Brasil, além dos 11 terminais contemplados neste pacote, a companhia já administra os aeroportos de Recife (PE), Maceió (AL), Aracaju (SE), João Pessoa (PB), Juazeiro do Norte (CE) e Campina Grande (PB), que receberam R$ 1,04 bilhão em apoio do BNDES.
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